Caso ocorreu em abril de 2025 e foi enviado ao STF por envolver autoridades com foro privilegiado; Alexandre de Moraes aguarda parecer da PGR

A Polícia Federal investiga um auditor da Receita Federal suspeito de permitir a entrada de bagagens sem fiscalização em um voo particular vindo do Caribe, em abril de 2025. Entre os passageiros estavam o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e o senador Ciro Nogueira (PP-PI), que retornavam da Ilha de São Martinho — descrita pela própria PF como um conhecido paraíso fiscal desde 2017.
Também estavam no voo os deputados Dr. Luizinho (PP-RJ) e Isnaldo Bulhões (MDB-AL), além do vereador de Teresina Victor Linhares (PP-PI), um dos alvos da Operação Carbono Oculto, que apura a atuação do crime organizado no setor de combustíveis.
Segundo a PF, cinco volumes trazidos pelo piloto da aeronave ingressaram no país sem passar pelo raio-x. O avião pertence a Fernando Oliveira Lima, conhecido como Fernandin OIG, empresário investigado por operar plataformas de apostas ligadas ao “jogo do tigrinho.”
O processo foi encaminhado ao Supremo Tribunal Federal em razão do foro privilegiado de alguns dos passageiros. O ministro Alexandre de Moraes foi sorteado como relator e aguarda parecer da Procuradoria-Geral da República para decidir se a Corte tem competência para julgar o caso. A PF apura possível facilitação ao contrabando, descaminho ou prevaricação.
Hugo Motta afirmou, em nota, que “seguiu todos os protocolos legais” e aguarda a manifestação da PGR. Os demais passageiros não se pronunciaram.





