Impasse entre Pollon e Capitão Contar pressiona Reinaldo Azambuja e ameaça plano de eleger até três federais

A disputa interna do PL em Mato Grosso do Sul pela segunda vaga ao Senado – ao lado de Reinaldo Azambuja – virou um problema direto para a chapa de deputado federal. O partido aposta em eleger até três nomes para a Câmara, mas a briga entre Marcos Pollon (PL) e Capitão Contar (PL) tende a esvaziar a nominata, qualquer que seja o escolhido.
Marcos Pollon tem repetido a aliados que está no “tudo ou nada”. Ampara-se na carta escrita por Jair Bolsonaro, em que o ex-presidente o apontava como preferido para a disputa ao Senado, para sustentar que não aceitará concorrer a outro cargo. O mesmo tom vem de Capitão Contar: durante evento de prefeitos nesta semana, ele afirmou à reportagem que não trabalha com “plano B”, lembrando que recebeu, ainda em 2022, garantia de candidatura e espera o cumprimento do acordo.
A resistência de ambos em migrar para a disputa de deputado federal pode custar caro ao projeto do PL. Sem Contar ou Pollon puxando votos para a chapa, os pré-candidatos terão de travar uma disputa mais dura com PT e Republicanos pela segunda vaga de federal, tornando o plano de eleger três deputados algo ainda mais distante da realidade.
Reinaldo Azambuja, presidente estadual do PL, tenta administrar o conflito. Ele reafirmou nesta semana que está mantido o combinado com Jair Bolsonaro e Flávio Bolsonaro: a definição da segunda vaga ao Senado será feita com base em pesquisas eleitorais, o que aumenta a pressão sobre Pollon e Contar – e sobre o próprio comando partidário.
Hoje, a nominata do PL para a Câmara dos Deputados tem a deputada estadual Mara Caseiro, o ex-deputado federal Edson Giroto, o deputado federal Rodolfo Nogueira e o vice-presidente do partido, Tenente Portela. Sem uma solução madura para o impasse no Senado, porém, o risco é transformar um momento de força da direita em MS em uma disputa interna que fragiliza o desempenho do partido nas urnas.





