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Lula desafia Senado e avisa que vai indicar Jorge Messias de novo ao STF após rejeição histórica

Petista ignora recado do Congresso, volta a bancar “Bessias” como ministro e minimiza veto político que expôs fragilidade de seu governo

Presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o advogado-geral da União, Jorge Messias Foto: Ricardo Stuckert / PR | Carlos Moura/Agência Senado
Presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o advogado-geral da União, Jorge Messias Foto: Ricardo Stuckert / PR | Carlos Moura/Agência Senado

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta sexta-feira (29), em Sergipe, que pretende indicar novamente o advogado-geral da União, Jorge Messias, para a vaga de ministro do STF. A declaração foi feita durante visita à Fafen-SE, em Laranjeiras, um mês após o Senado rejeitar o nome de Messias, em uma derrota rara e constrangedora para o Planalto.

Lula atribuiu a rejeição exclusivamente a fatores políticos, afastando qualquer questionamento sobre a qualificação do aliado. Ele classificou Messias como “um dos melhores advogados do país” e insistiu que não há “impedimento jurídico ou histórico” que desabone sua atuação. “Ele foi derrotado por uma questão simplesmente política”, reclamou, criticando a possibilidade de o Senado barrar indicações sem justificativa técnica.

O petista reconheceu que a Constituição dá ao Senado o poder de rejeitar nomes, mas fez pressão pública sobre os critérios usados pelos parlamentares. “Sou eu que indico. O Senado pode derrotar alguém se ele não tiver competência jurídica. O que não pode é simplesmente derrotar por derrotar”, afirmou, antes de concluir de forma categórica: “Portanto, eu vou indicar o Messias outra vez.”

Em 29 de abril, o Senado havia rejeitado a indicação de Jorge Messias por 42 votos a 34, quando eram necessários ao menos 41 votos favoráveis entre os 81 senadores. O resultado transformou o AGU no primeiro indicado ao STF barrado em mais de 130 anos e expôs a dificuldade do governo Lula em controlar sua própria base no Congresso. Ao insistir em recolocar Messias na disputa, o Planalto eleva a tensão com o Legislativo e sinaliza que pretende testar novamente seus limites políticos.