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Jaime Verruck pode virar suplente de Capitão Contar ao Senado e recuar da disputa à Câmara Federal em movimento estratégico para 2028

Ex-secretário de Riedel e Azambuja é cotado para compor chapa do PL ao Senado e se cacifa para disputar a Prefeitura de Campo Grande com apoio de Contar, Azambuja e Riedel

Jaime Verruck e Capitão Contar - Foto: Redes Sociais
Jaime Verruck e Capitão Contar – Foto: Redes Sociais

O ex-secretário de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação, Jaime Verruck, pode mais uma vez redesenhar sua rota eleitoral. Após anunciar pré-candidatura a deputado federal pelo Republicanos, ele agora é cotado para assumir a suplência de Capitão Contar em uma eventual chapa ao Senado em 2026, articulada pelo PL e por lideranças do grupo de direita em Mato Grosso do Sul.

A movimentação, discutida por dirigentes do PL e por setores próximos ao governo estadual, é vista como uma solução política de duas camadas: no curto prazo, fortalece o palanque de Contar ao Senado; no médio prazo, constrói as bases para lançar Verruck como candidato competitivo à Prefeitura de Campo Grande em 2028.

Hoje, Verruck segue oficialmente como pré-candidato a deputado federal pelo Republicanos. No entanto, o cenário na sigla é considerado hostil: a avaliação nos bastidores é de que o partido deve eleger, na prática, apenas um deputado federal, em meio a nomes já testados nas urnas, como Beto Pereira, Roberto Hashioka, Isa Marcondes e Neto Santos. Nesse contexto, a suplência ao Senado, mesmo sendo um posto formalmente secundário, passa a ser enxergada como ativo político mais valioso do que uma corrida proporcional de altíssimo risco.

Dirigentes ouvidos avaliam que o lugar de suplente de senador garantiria a Verruck visibilidade permanente em palanque majoritário, projeção estadual e nacional ao lado de Contar e protagonismo nas articulações da direita para 2026 e, principalmente, para 2028.

A trajetória recente de Verruck ajuda a entender o peso desse novo movimento. Após mais de uma década à frente da Semadesc, atravessando os governos Reinaldo Azambuja e Eduardo Riedel, ele deixou a gestão em abril para cumprir o prazo de desincompatibilização e, em seguida, anunciou que buscaria um mandato eletivo. Inicialmente, surgiu como pré-candidato ao Senado, mas a ideia não empolgou a chapa governista, tanto pela disputa por espaços na coligação quanto pela dificuldade de projeção eleitoral em pesquisas. Em pouco tempo, recuou da disputa majoritária, passou a mirar a Câmara dos Deputados e, no meio do caminho, mudou de sigla: indicou filiação ao PP e acabou migrando para o Republicanos na reta final da janela partidária.

Nos bastidores do governo de Mato Grosso do Sul, Verruck é hoje citado como o nome preferencial para disputar a Prefeitura de Campo Grande em 2028. A eventual composição como suplente de Contar, na chapa do PL ao Senado, é vista como um passo decisivo nessa construção. Nessa configuração, ele tenderia a ter, de forma praticamente automática, o apoio simultâneo de Capitão Contar, Reinaldo Azambuja e Eduardo Riedel. Trata-se de um tripé político robusto, que combina voto de opinião, estrutura partidária e máquina estadual. A avaliação entre articuladores é direta: seria difícil, até mesmo para a máquina municipal, competir com um projeto respaldado por esses três nomes, especialmente se a direita mantiver unidade e evitar fragmentação interna.

Durante a campanha ao governo em 2022, em um dos debates, Contar fez questão de elogiar publicamente o trabalho de Verruck na área de desenvolvimento. Foi o único secretário de Estado lembrado e elogiado pelo então deputado estadual, em um contexto em que a tônica geral era de crítica à gestão. O gesto, à época, já havia chamado atenção de observadores mais atentos. Não se sabe qual é o grau de proximidade pessoal entre ambos, nem se existe relação de amizade ou afinidade mais profunda, mas, no campo político, Verruck é visto como um nome leve, técnico e promissor, facilmente aceitável por Contar como suplente.

Do lado do PL, a eventual entrada de Verruck na chapa de Contar reforça a estratégia de montar um palanque majoritário com forte encaixe técnico e político. Reinaldo Azambuja, liderança central em Mato Grosso do Sul, busca agregar quadros que tenham boa relação com o setor produtivo, sejam viáveis eleitoralmente em Campo Grande e dialoguem com a agenda de crescimento e infraestrutura defendida por Riedel. Nesse xadrez, Verruck cumpre todos os requisitos e ainda oferece à Fiems, que há anos ensaia voos mais altos na política, um representante competitivo em disputas majoritárias futuras.

Enquanto isso, a indefinição sobre a cabeça de chapa ao Senado – se será Contar ou Marcos Pollon – ainda impede anúncios oficiais. Mas, na prática, a possibilidade de transformar Jaime Verruck em suplente de Capitão Contar já é tratada como peça-chave de um acordo maior, que mira não apenas a eleição de 2026, mas o comando da Capital em 2028.