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Reinaldo diz que agro é sua história e sustenta o Brasil em meio a “gastança” do Governo Federal

Ex-governador destaca recordes do agronegócio em Mato Grosso do Sul e cobra ambiente favorável a quem produz

Foto: Wilson Aquino
Foto: Wilson Aquino

No Dia do Produtor Rural (28 de julho), o ex-governador e pré-candidato ao Senado Reinaldo Azambuja fez uma defesa firme do agronegócio brasileiro, ressaltando o protagonismo de Mato Grosso do Sul na produção de alimentos. Ao falar com jornalistas, afirmou que a atividade rural é vital para a economia nacional, mesmo diante de “medidas equivocadas do Governo Federal e da maior gastança da história do dinheiro público”.

A força do agro sul-mato-grossense aparece nos números. Em 2025, o PIB do agronegócio de MS cresceu 18,6%, o maior índice entre todos os estados, à frente de Mato Grosso (18,5%) e Goiás (13,4%), segundo o Banco do Brasil. Para 2026, o Estado deve movimentar R$ 84 bilhões dentro da porteira, o sétimo maior faturamento agropecuário do país, em um cenário em que o VBP nacional deve chegar a R$ 1,412 trilhão, conforme projeção do Ministério da Agricultura.

Na safra 2025/2026, MS colheu 16,744 milhões de toneladas de soja, recorde histórico, com produtividade média de 60,4 sacas por hectare. O Estado é o 5º maior produtor de soja do Brasil, responsável por 7,6% da produção nacional, e deve bater novo recorde de grãos, com 29,3 milhões de toneladas na mesma safra. Soja e pecuária bovina seguem como motores da economia, respondendo juntas por mais de 64% da riqueza do setor — cerca de R$ 31 bilhões da soja e R$ 23,5 bilhões da bovinocultura.

“O agro não é apenas uma das mais importantes pautas políticas que devemos tratar — é a minha história”, disse Reinaldo. “Foi ele que sustentou minha família, que definiu o ritmo das nossas manhãs e ensinou o valor de plantar para colher, na terra e na vida. E hoje esse setor sustenta o Brasil.”
“Esse recorde não é importante apenas para o produtor rural. Essa arrecadação volta em saúde, em escola, em infraestrutura”, acrescentou, ao destacar que cada saca de soja e cada cabeça de gado geram tributos que financiam serviços essenciais às famílias sul-mato-grossenses.

Reinaldo também citou a Rota Bioceânica, corredor que cortará MS rumo aos portos do Pacífico. “A Rota Bioceânica não será apenas para quem exporta. Ela reduzirá distâncias, fomentará o turismo, diminuirá o custo do transporte e fará os produtos chegarem mais baratos à mesa do sul-mato-grossense”, afirmou, alinhando logística e bem-estar da população.

Na avaliação do ex-governador, o agro brasileiro é exemplo de sustentabilidade. “O agro já demonstrou, em todo o país, que preserva o meio ambiente. Ocupamos um espaço muito pequeno em relação às grandes extensões de terras brasileiras, e mesmo assim alimentamos o Brasil e boa parte do mundo.”

Ao final, fez um apelo ao Legislativo: “O Senado precisa aprovar leis que estimulem e aumentem a produção — não só do agro, mas em todas as áreas. O Brasil só vai crescer de verdade, as famílias só vão ter melhores empregos e renda, se houver um ambiente favorável a quem produz.” Para ele, é urgente que o Congresso Nacional desburocratize o setor produtivo, incentive o empreendedorismo e pare de tratar campo e indústria como inimigos. “Quem produz gera riqueza, gera imposto, gera emprego. E é isso que tira o Brasil do lugar. O Senado precisa trabalhar para que o produtor rural e todos os que fazem este país girar tenham o respeito e o apoio que merecem.”