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Dívida pública bruta chega a R$ 10,8 trilhões e alcança 81,9% do PIB

Endividamento do setor público atingiu o maior percentual desde abril de 2021, segundo dados do Banco Central

Foto: PR/Ricardo Stuckert
Foto: PR/Ricardo Stuckert

A dívida pública bruta do Brasil alcançou R$ 10,8 trilhões em junho de 2026, o equivalente a 81,9% do Produto Interno Bruto (PIB). Segundo dados do Banco Central, esse foi o maior nível desde abril de 2021, período marcado pelos efeitos econômicos da pandemia de Covid-19.

Desde janeiro de 2023, quando Luiz Inácio Lula da Silva (PT) iniciou o terceiro mandato na Presidência, o indicador avançou 10,2 pontos percentuais.

O cálculo inclui as dívidas dos governos federal, estaduais e municipais, além dos compromissos do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). O crescimento foi influenciado principalmente pelo acúmulo de juros.

A dívida líquida do setor público, que desconta os créditos e ativos financeiros do governo, também aumentou e chegou a R$ 9 trilhões, ou 68,5% do PIB.

O avanço das despesas com juros contribuiu para um déficit acumulado de aproximadamente R$ 1,3 trilhão em todo o setor público. Apenas em junho, o governo federal registrou déficit primário de R$ 47,2 bilhões. Em 12 meses, o resultado negativo da União alcançou R$ 139,7 bilhões.

No mesmo período, os estados apresentaram saldo positivo de R$ 22,1 bilhões desde o início de 2026, segundo os dados citados.

A trajetória da dívida já havia sido alertada pelo Tesouro Nacional. Entre as medidas adotadas pelo governo está o desbloqueio de R$ 5,7 bilhões, incluindo R$ 1,2 bilhão para emendas parlamentares. Ao mesmo tempo, permanece um contingenciamento de R$ 1 bilhão na área da saúde.

A relação entre dívida e PIB é acompanhada por investidores e instituições financeiras como um dos principais indicadores da situação fiscal do país. Quanto maior o endividamento, maior tende a ser a preocupação com a capacidade do governo de honrar seus compromissos e controlar as despesas públicas.