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Crise com Michelle Bolsonaro “enterra de vez” candidatura de Pollon e consolida Azambuja e Contar ao Senado em MS

Marcos Pollon e Capitão Contar - Foto: Montagem Correio do Pantanal

Vídeo contra Flávio expõe desgaste; 12 pesquisas do PL mostram dupla muito à frente e deixam Pollon atrás até de Soraya Thronicke

Marcos Pollon e Capitão Contar - Foto: Montagem Correio do Pantanal
Marcos Pollon e Capitão Contar – Foto: Montagem Correio do Pantanal

A crise aberta por Michelle Bolsonaro ao gravar um vídeo atacando o senador Flávio Bolsonaro não apenas expôs rachaduras na direita: na prática, “enterra de vez” a candidatura de Marcos Pollon (PL) ao Senado em Mato Grosso do Sul e consolida o cenário já trabalhado há meses dentro do partido, com Reinaldo Azambuja (PL) e Capitão Contar (PL) como os nomes da sigla no Estado.

O desgaste não surgiu do nada. Um dos estopins foi a disputa nacional pelas indicações ao Senado. Das 17 vagas femininas que o PL teria de preencher neste ano em todo o país, Michelle tentou emplacar três: Priscila no Ceará, Bia Kicis no DF e Caroline de Toni em Santa Catarina. Só que, quando ela passou a pressionar abertamente, as principais alianças já estavam amarradas por Valdemar Costa Neto, Flávio Bolsonaro e Jair Bolsonaro, o que deixou pouco espaço real para mudanças.

Sem conseguir força suficiente para reverter acordos firmados, Michelle passou a agir publicamente, bagunçando o cenário político e falando besteira semana após semana, segundo avaliação de aliados, causando rachas na direita e colocando grupo A contra grupo B em vários estados. Em Mato Grosso do Sul, tentou repetir a fórmula, cavando a vaga de Pollon, que internamente já estava definida para Capitão Contar, ao lado de Azambuja.

Mas, em MS, os números são categóricos. O PL estadual encomendou 12 pesquisas eleitorais ao longo dos últimos meses – parte delas em sintonia com a direção nacional – e o resultado foi sempre o mesmo:

  • Azambuja e Contar em primeiro, bem distantes dos outros colocados;
  • Pollon aparecendo muito atrás, chegando a perder até para Soraya Thronicke em alguns cenários.

Diante desse quadro, a cúpula do PL avalia que insistir em Pollon seria um erro estratégico grave, arriscando uma vaga praticamente garantida ao Senado apenas para atender a uma pressão pessoal de Michelle.

O vídeo em que ela expõe Flávio Bolsonaro foi visto, dentro do partido, como a gota d’água. Em vez de fortalecer sua influência, escancarou o desgaste e reforçou a necessidade de estabilizar o PL, respeitando as pesquisas e as composições já costuradas.

Hoje, entre as principais lideranças liberais, a leitura é direta:
– a crise provocada por Michelle Bolsonaro não só perdeu força dentro do partido, como “enterra de vez” qualquer possibilidade de candidatura de Pollon ao Senado em Mato Grosso do Sul.

No Estado, o jogo está desenhado: Reinaldo Azambuja e Capitão Contar formam a chapa competitiva do PL. Tentar reabrir essa discussão, neste momento, é visto como movimento desastrado que só interessa aos adversários da direita.