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Naiane desiste de candidatura e abre caminho para Pollon disputar reeleição a deputado federal pelo PL

Aliada de Michelle Bolsonaro recua da disputa e reforça cenário em que Capitão Contar deve ficar com vaga ao Senado em Mato Grosso do Sul

Foto: Reprodução
Foto: Reprodução

A presidente do PL Mulher em Mato Grosso do Sul, Naiane Bitencourt, indicou nas redes sociais que não pretende disputar a eleição deste ano, mudando o tabuleiro interno do PL e reforçando o desenho original: Marcos Pollon tende a buscar a reeleição como deputado federal, enquanto a segunda vaga ao Senado deve ficar com Capitão Contar, como já era previsto nos bastidores.

Em publicação, Naiane afirmou ter vivido “uma oportunidade única” de participar de um movimento político voltado à participação feminina, idealizado por Michelle Bolsonaro e Amália Barros, mas deixou claro que, por ora, a prioridade será a família:
“Nesse momento, minha missão é meu maior projeto, meus filhos, minha família. Temos planos, DEUS tem outro, e cabe a nós escolher.”

Questionada pela reportagem, Naiane disse que sua manifestação pública é justamente a mensagem divulgada na rede social, evitando entrar em novos detalhes.

Ela havia se tornado peça central no PL ao ser lançada por Michelle Bolsonaro como pré-candidata a deputada federal em Mato Grosso do Sul, em evento realizado na frente do então marido, Marcos Pollon, já deputado federal. Naiane era tratada como o nome pessoal de Michelle no Estado.

Com o avanço das articulações nacionais, Pollon passou a ser citado como possível candidato ao governo e, depois, ao Senado, o que acirrou a disputa interna no PL sul-mato-grossense. Agora, o recuo de Naiane funciona como sinal claro de acomodação: Pollon deve retornar ao plano inicial e concorrer à reeleição à Câmara, enquanto a composição para o Senado caminha para Reinaldo Azambuja e Capitão Contar.

A desistência não encerra oficialmente a novela do PL em Mato Grosso do Sul, mas funciona como “sinal de fumaça” de que o partido começa a consolidar uma chapa mais próxima do que a cúpula nacional e estadual sempre defendeu.