Resistência da senadora abre espaço para nomes como Simone Marquetto e Clarissa Tércio, focando eleitorado católico e nordestino

A senadora Tereza Cristina (PP-MS) voltou a descartar a possibilidade de ser candidata a vice-presidente na chapa do pré-candidato ao Planalto Flávio Bolsonaro (PL). Em entrevista ao Jornal Estadão, ela foi direta ao afastar o posto dos seus planos políticos.
“Não sou candidata a vice-presidente e não cabe nos meus projetos… Meu nome ser cogitado é uma honra, mas tenho muito a trabalhar pelo agro, que é pujante. Meu Estado, Mato Grosso do Sul, está indo bem e precisa continuar avançando. Além disso, acabei de criar o Instituto Diálogos e tenho muito trabalho a fazer”, afirmou, reforçando o foco em Mato Grosso do Sul e no setor produtivo, peça-chave do projeto da direita.
Com o novo “não” de Tereza Cristina, Flávio Bolsonaro passou a intensificar conversas com outros nomes femininos. Nesta segunda-feira, ele se reuniu com a deputada federal Simone Marquetto (PP-SP), ligada ao Frei Gilson e hoje uma das principais lideranças católicas no Congresso. A aproximação é estratégica: levantamentos recentes mostram maioria do eleitorado católico inclinada a Lula, cenário que a direita tenta reverter com uma vice de forte apelo religioso.
Segundo o Estadão, outro nome na mira do PL é o de Clarissa Tércio, deputada federal do PP de Pernambuco. Ela confirmou ter sido sondada sobre a possibilidade de compor como vice, embora ainda não tenha recebido convite formal de Flávio. Clarissa sinalizou que aceitaria a missão. A presença de uma mulher nordestina na chapa mira justamente dois segmentos em que o presidente Lula aparece à frente nas pesquisas: mulheres e eleitores do Nordeste.
O movimento mostra que, enquanto o PT aposta em sua tradicional base assistencialista, o campo conservador busca uma composição que dialogue com o agro, o eleitor de fé e os segmentos em que ainda precisa crescer para enfrentar o projeto de poder da esquerda em 2026.





