Ministro tenta intimidar jornalistas, acusa “imprensa partidária” e acaba refutado com dados no ar

O ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos, protagonizou um constrangimento ao vivo nesta sexta-feira (13), durante entrevista ao programa “12 em Ponto”, da rádio 98 FM Natal, em Natal (RN). Ao ser confrontado com perguntas sobre o escândalo do Banco Master e as ligações de aliados do governo Lula, o ministro perdeu a calma, elevou o tom e tentou desqualificar as jornalistas.
A tensão aumentou quando os apresentadores citaram investigações envolvendo o Banco Master e possíveis conexões políticas com nomes próximos ao Planalto. Visivelmente irritado, Boulos passou a interromper as entrevistadoras, subindo o tom em vez de responder de forma objetiva.
Em um momento, disparou contra uma das âncoras:
– “Não minta” – exigiu, em tom acusatório.
Em outro, tentou colar o rótulo de parcialidade na emissora:
– “Pare de ser imprensa partidária”.
As jornalistas Anna Ruth Dantas e Anna Karina Castro, porém, mantiveram a postura e responderam às investidas com dados, referências e menções diretas às investigações que citam figuras como Jaques Wagner e Guido Mantega, ambos ligados ao PT e ao entorno lulista.
Tentando virar o jogo, Boulos apelou para o velho truque de atacar Jair Bolsonaro, fazendo uma série de acusações contra o ex-presidente. O tiro saiu pela culatra: as apresentadoras lembraram, ao vivo, que essas acusações já haviam sido arquivadas, desmentindo o ministro em tempo real e expondo o discurso político ensaiado.
O episódio escancara o incômodo do governo Lula e de seus porta-vozes com o avanço das denúncias sobre o Banco Master e a cobrança por transparência. Quando a imprensa faz perguntas duras, em vez de submissão, a máscara do “diálogo” cai e sobra exatamente o que se viu em Natal: pressão, tentativa de intimidação e narrativa desmontada diante dos fatos.





