Ministro da Fazenda deve deixar cargo até abril para virar palanque do PT no maior colégio eleitoral do país

Depois de ajudar a destruir a confiança do setor produtivo, criar e elevar mais de 1.300 impostos, taxas e alíquotas e aprofundar o sufocamento de quem produz no Brasil, Fernando Haddad (PT) decidiu transformar o estrago em projeto de poder. O ministro da Fazenda informou a aliados que será candidato ao governo de São Paulo em 2026, atendendo a um pedido direto de Luiz Inácio Lula da Silva, a quem diz que não pode dizer “não”.
Haddad deve deixar o ministério no fim deste mês ou no início de abril para disputar o Palácio dos Bandeirantes. Lula quer usar o ex-prefeito como cabeça de chapa em São Paulo e, ao mesmo tempo, articular a candidatura do senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG) ao governo de Minas, garantindo palanques alinhados ao PT nos dois maiores colégios eleitorais do país. A vice de Lula tende a seguir com Geraldo Alckmin (PSB), mantendo o arranjo atual.
A movimentação ocorre em meio à preocupação do Planalto com a ascensão de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) nas pesquisas. Integrantes do governo admitem, nos bastidores, que foi um erro deixar o senador “solto”, sem o bombardeio usual da máquina lulista e sem a exposição permanente do caso da suposta “rachadinha”.
No PT, a avaliação é de que o momento de Tarcísio de Freitas (Republicanos), atual governador paulista, é de desgaste político após ruídos com Gilberto Kassab, o que abriria espaço para Haddad tentar uma revanche da derrota de 2022. Petistas lembram que Lula só derrotou Jair Bolsonaro graças à margem obtida na capital paulista, crédito atribuído ao desempenho de Haddad.
O pacote de arranjos inclui ainda Marina Silva, que deve deixar a Rede e se filiar ao PT para disputar o Senado por São Paulo, e uma articulação para que Simone Tebet (MDB-MS) também concorra à Casa, desde que rompa com o MDB e transfira o domicílio eleitoral para o Estado. Em troca de colocar Pacheco em Minas por outro partido, possivelmente o União Brasil, Lula oferta ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre, mais espaço e indicações no governo — inclusive em áreas sensíveis, como o próprio STF.
Enquanto a população sente no bolso o peso da avalanche de novos impostos e da carga tributária recorde, Haddad tenta vender a narrativa de “gestor responsável” para agora subir um degrau na escada do projeto de poder do PT, que mira 2030 com ele como herdeiro político de Lula.





