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Governo Lula cria novos impostos sobre 1.250 itens e Haddad vende aumento de tarifa como “proteção nacional”

Tarifas inéditas encarecem produtos, reduzem concorrência e garantem mais R$ 14 bilhões ao caixa federal

Simone Tebet, ministra do Planejamento, Fernando Haddad, da Fazenda, e Lula Foto: Ricardo Stuckert/PR
Simone Tebet, ministra do Planejamento, Fernando Haddad, da Fazenda, e Lula Foto: Ricardo Stuckert/PR

O governo Lula decidiu incluir cerca de 1.250 itens na mira do imposto de importação, criando novas tarifas para produtos que, em muitos casos, sequer eram tributados nessa categoria. A medida, em vigor desde o início de fevereiro, atinge eletrônicos, smartphones, impressoras e uma série de bens de consumo e de uso produtivo, com alíquotas que vão de 7,2% a 25%.

Fernando Haddad tentou dourar a pílula. Segundo o ministro da Fazenda, o aumento “protege a produção nacional” e não afetaria a maioria dos celulares, já que “mais de 90% desses produtos são produzidos no Brasil”. A narrativa ignora o essencial: ao criar imposto onde não havia e elevar tarifas sobre uma gama tão ampla de itens, o governo reduz a concorrência, encarece o custo de vida e dificulta o acesso a tecnologia, especialmente para a classe média, pequenos negócios e profissionais autônomos.

Haddad ainda alegou que o MDIC pode zerar as tarifas de produtos sem similar nacional e atacou empresas asiáticas que venderiam “abaixo do custo”. No discurso, é defesa da “indústria brasileira”; na prática, é mais protecionismo para poucos grupos instalados, sob a bênção do Planalto, e uma conta salgada para o consumidor e para quem precisa importar insumos para produzir aqui dentro.

O ministro admitiu que a medida tem impacto fiscal de R$ 14 bilhões. Ou seja, além de criar imposto novo sobre itens antes desonerados ou com carga menor, o governo Lula transforma a tal “defesa da produção nacional” em mais uma fonte de receita para alimentar uma máquina pública cara e pouco eficiente, sem enfrentar desperdícios, privilégios e o verdadeiro problema da economia brasileira: o custo Brasil.

Enquanto isso, quem empreende e trabalha vê equipamentos, peças, eletrônicos e serviços encarecerem de forma artificial, perdendo competitividade num mundo onde outros países reduzem tributos para atrair investimento. Aqui, o caminho é o oposto: mais Estado, mais imposto, menos liberdade econômica.