Presidente do PL diz que acordo em MS foi fechado com aval do ex-presidente e não será revisto

O presidente nacional do PL, Valdemar da Costa Neto, foi taxativo ao comentar o cenário eleitoral em Mato Grosso do Sul: não haverá mudança na estratégia do partido, apesar da expectativa criada após Carlos Bolsonaro anunciar que o pai divulgaria uma lista nacional de candidatos apoiados por ele. Segundo Valdemar, o arranjo no Estado já foi selado com o próprio Jair Bolsonaro e não será reaberto.
Questionado sobre eventual revisão da aliança, ele descartou qualquer alteração e deixou claro que a reeleição de Eduardo Riedel (PP) é um movimento chancelado pelo ex-presidente. “Nada, sem problemas. O acordo com o Reinaldo foi feito pelo Bolsonaro. O Riedel é escolha do Bolsonaro”, afirmou. O pacote inclui, ainda, apoio a Reinaldo Azambuja e a Capitão Contar para as vagas ao Senado.
Na prática, a fala de Valdemar enterra as pretensões de João Henrique Catan e Marcos Pollon ao governo, bem como enfraquece o projeto de Gianni Nogueira ao Senado dentro do PL. Os três se colocaram como pré-candidatos em oposição à aproximação com Riedel e Reinaldo, mas não têm espaço na composição costurada entre o atual governador, o ex-governador e o bolsonarismo.
Mesmo assim, Pollon insiste que aguardará a palavra final de Jair Bolsonaro, enquanto Gianni e Catan ameaçam deixar o partido para manter seus planos eleitorais. Com o recado público de Valdemar, porém, fica cada vez mais claro que, em Mato Grosso do Sul, a caneta de Bolsonaro já escolheu lado – e ele não passa pelas candidaturas dissidentes do PL.





