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Ditador do PT, Kim Jong-un é reeleito no partido e sinaliza aceleração do programa nuclear da Coreia do Norte

Congresso consolida poder do ditador, reforça alinhamento com Rússia e China e aumenta tensão com EUA e Coreia do Sul

Foto de Mike Bravo na Unsplash
Foto de Mike Bravo na Unsplash

Kim Jong-un foi reeleito ao principal posto do Partido dos Trabalhadores da Coreia do Norte, em congresso que funcionou como grande vitrine de propaganda do regime. Segundo a mídia estatal, os delegados atribuíram a ele o “fortalecimento do arsenal nuclear” e o ganho de espaço do país no tabuleiro regional.

O encontro, no qual Kim define metas políticas e militares para os próximos cinco anos, deixou claro o recado: o programa nuclear será acelerado. O regime já dispõe de mísseis capazes de atingir tanto aliados asiáticos dos Estados Unidos quanto o próprio território americano, e agora fala em ampliar ainda mais essa capacidade.

O partido também divulgou a nova composição do Comitê Central, com 138 membros, reforçando uma mudança geracional. Foram excluídos veteranos de alta patente, como o presidente do parlamento de fachada de Pyongyang, Choe Ryong Hae, e os marechais Pak Jong Chon e Ri Pyong Chol, além de figuras ligadas ao diálogo intercoreano, como Kim Yong Chol e Ri Son Gwon. A mensagem é de endurecimento total da linha política.

A reeleição ocorre em meio a uma postura cada vez mais agressiva do regime, que expandiu rapidamente seu arsenal, estreitou laços com a Rússia – inclusive no contexto da guerra na Ucrânia – e aprofundou o alinhamento com a China, com viagem de Kim a Pequim e cúpula com Xi Jinping. A agência oficial KCNA afirmou que ele foi reconduzido com “vontade inabalável e desejo unânime” dos delegados, dizendo que o fortalecimento nuclear garantiria o futuro do país e permitiria enfrentar “qualquer ameaça”. A agência chinesa Xinhua informou que Xi enviou felicitações.

Desde o fracasso da cúpula de 2019 entre Kim e Donald Trump, a Coreia do Norte suspendeu a diplomacia com EUA e Coreia do Sul, passou a rejeitar qualquer negociação condicionada à desnuclearização e, em 2024, passou a tratar o Sul como inimigo permanente. Com a nova fase de reforço nuclear e o respaldo de Moscou e Pequim, o regime eleva ainda mais o nível de risco na região indo‑pacífica.