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Jorge Messias enfrenta sabatina no Senado nesta quarta para ocupar vaga no STF após cinco meses de espera

Governo Lula acelerou liberação de emendas às vésperas da votação; aliados projetam mais de 50 votos favoráveis, mas Flávio Bolsonaro prevê rejeição

Lula e Jorge Messias, advogado-geral da União Foto: Ricardo Stuckert / PR
Lula e Jorge Messias, advogado-geral da União Foto: Ricardo Stuckert / PR

O ministro da Advocacia-Geral da União (AGU), Jorge Messias, indicado pelo presidente Lula ao Supremo Tribunal Federal (STF), enfrenta nesta quarta-feira (29) sua sabatina na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, com votação em plenário prevista na sequência. São mais de cinco meses de espera desde a indicação, marcados por polêmicas e incertezas políticas.

Para avançar na CCJ, Messias precisa de maioria simples — 14 dos 27 votos. No plenário, a aprovação exige maioria absoluta: 41 dos 81 senadores. Aliados do governo projetam cerca de 45 votos favoráveis, com alguns otimistas chegando a estimar mais de 50.

O que chama atenção, porém, é o método utilizado pelo Planalto para garantir o engajamento dos senadores. Só em abril, o governo empenhou R$ 11,6 bilhões em emendas parlamentares — contra apenas R$ 1 bilhão entre janeiro e março, segundo dados do portal Siga Brasil. A aceleração repentina às vésperas da sabatina deixa pouco espaço para interpretações inocentes.

Messias visitou pelo menos 77 senadores, incluindo nomes da oposição, e 47 parlamentares sinalizaram apoio à sua indicação.

Do lado oposto, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência, prevê que a indicação não será aprovada — sinalizando que a resistência da oposição pode ser maior do que os números do governo sugerem.