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Rudi Fiorese e mais seis são presos por fraudes de R$ 113 mi em contratos de tapa-buraco da gestão Marquinhos Trad

Ex-secretário de obras foi exonerado da Agesul após operação; dinheiro vivo encontrado nos endereços dos alvos soma R$ 429 mil

Rudi Fiorese e Marquinhos Trad - Foto: Foto: Marina Pacheco (CGNEWS)
Rudi Fiorese e Marquinhos Trad – Foto: Foto: Marina Pacheco (CGNEWS)

A Operação Buraco Sem Fim, deflagrada nesta terça-feira (12) pelo Gecoc e Gaeco, prendeu sete pessoas por fraudes sistemáticas em contratos de tapa-buraco de Campo Grande firmados desde 2018, durante a gestão do então prefeito Marquinhos Trad (PV), atual vereador da Capital. O esquema investigado envolve R$ 113 milhões em contratos fraudulentos.

Entre os presos está Rudi Fiorese, ex-secretário de Obras de Campo Grande, que comandou a Sisep de 2017 a 2023 e exercia, desde o início do ano, a direção-presidente da Agesul — cargo do qual foi exonerado pelo Governo do Estado logo após a divulgação da operação, ainda nesta terça. Também foram detidos o engenheiro Mehdi Talayeh e o gestor de projetos Edivaldo Aquino Pereira, ambos servidores do órgão. Os três já eram réus na Operação Cascalhos de Areia, que apura fraudes em contratos com empreiteiras durante a mesma gestão municipal.

Durante o cumprimento dos dez mandados de busca e apreensão, foram encontrados R$ 429 mil em dinheiro vivo: R$ 186 mil no endereço de um servidor e R$ 233 mil no imóvel de outro alvo. Sete mandados de prisão preventiva foram cumpridos.

As investigações apontam organização criminosa dedicada a fraudar a execução de serviços de manutenção viária por meio de manipulação de medições e pagamentos indevidos.

Marquinhos Trad declarou estar tranquilo: “De ilegalidade contratual, eu afirmo que não existe. Tanto que, na época, todos os órgãos de controle validaram e minhas contas foram aprovadas. Se teve irregularidade na execução, eu não consigo saber, porque não é da alçada do prefeito.”

A operação é coordenada pelo promotor Adriano Lobo Resende, do Gecoc, em conjunto com o Gaeco e a 31ª Promotoria de Justiça do Patrimônio Público de Campo Grande.