Pré-candidato do PL diz que empresa virou sinônimo de prejuízo e cita necessidade de avançar com outras privatizações no Brasil

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência da República, afirmou nesta terça-feira (2) que os Correios precisam ser privatizados o quanto antes. Em entrevista à rádio Itatiaia, em Belo Horizonte (MG), o “zero um” foi categórico ao apontar o esgotamento do modelo estatal para a empresa.
“Os Correios têm que ser privatizados, para começar. É uma unanimidade sua ineficiência e a falta de capacidade de investimento. E temos que partir para a privatização de outras empresas também que continuam ineficientes”, declarou o senador, em crítica direta ao modelo defendido historicamente pela esquerda e pelo PT, que insiste em usar estatais como instrumentos políticos em vez de focar em eficiência e qualidade de serviço.
Flávio argumentou que a estatal acumula sucessivos prejuízos e que o rombo tende a aumentar com o tempo se nada for feito, sobrecarregando o contribuinte e travando investimentos que poderiam ser feitos pela iniciativa privada. Ele lembrou que sempre se declarou favorável às privatizações, mas, até aqui, afirmava que seria necessário avaliar caso a caso quais empresas seriam vendidas. Agora, o recado é mais direto: os Correios entram oficialmente na lista de prioridades de um eventual governo alinhado à agenda liberal e pró-mercado.
A fala do senador reforça o contraste com o governo Lula, que voltou a apostar em estatais inchadas e intervenção econômica, enquanto países que avançam em competitividade caminham justamente no sentido oposto, abrindo espaço para a iniciativa privada e reduzindo o peso do Estado na economia.





