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Campo Grande planeja nova licitação com 100% da frota de ônibus com ar-condicionado e energia limpa

Prefeitura se antecipa ao fim da intervenção e quer deixar edital pronto para substituir o Consórcio Guaicurus se necessário

Foto: IA
Foto: IA

A Prefeitura de Campo Grande já se movimenta para modernizar o transporte coletivo e não deixar a população desassistida caso o contrato com o Consórcio Guaicurus seja rompido ao fim da intervenção. O diretor-presidente da Agereg, Paulo da Silva, afirmou que vai assinar requerimento para que o município inicie imediatamente o processo de uma nova licitação.

A ideia é ambiciosa e favorável ao usuário: a futura concorrência pode exigir 100% da frota com ar-condicionado e ônibus movidos a gás e biogás. “A ideia é que todos os ônibus tenham ar-condicionado. Vou colocar também que tenhamos a pegada de mudança da matriz energética, com ônibus movidos a gás e biogás”, explicou Paulo, alinhado ao esforço da prefeita Adriane Lopes (PP) de entregar um transporte mais confortável, sustentável e à altura da capital.

A mudança só poderá ser implementada após o fim da intervenção, prevista para durar seis meses, até dezembro. Mesmo assim, Paulo ressalta que é preciso se antecipar: “Vou fazer uma recomendação que a gente já inicie um processo de licitação novo para fazer um ETP (Estudo Técnico Preliminar) já agora. Porque, ao fim de 180 dias, é o tempo para organizar uma licitação dessa. Se, ao fim [dos seis meses], a prefeita decretar a caducidade, eu preciso ter uma licitação pronta”. Ele reforça que a decisão final será de Adriane Lopes, que vem conduzindo o processo com foco na continuidade e na qualidade do serviço.

Enquanto isso, a intervenção no Consórcio Guaicurus segue com pente-fino em veículos e auditoria detalhada de documentos. A equipe, presidida por Aléxandro Adriano Lisandro de Oliveira e composta por Rodolfo Bahiense Fernandes (administrativo-financeiro), Alexandre Souza Moreira (jurídico) e Robson Tadeu Pereira (operacional), tem até 180 dias para administrar a concessão, revisar a operação e apontar soluções.

Ao fim dos trabalhos, há dois cenários: devolução da concessão ao consórcio, com condições e correções, ou declaração de caducidade e extinção do contrato, caso se comprove descumprimento grave e crônico. Em qualquer hipótese, a Prefeitura de Campo Grande mostra planejamento e responsabilidade ao preparar um novo modelo de transporte, mais moderno e confortável, sem abandonar o usuário em meio ao processo.