Ministro do STF determinou apuração, mas proibiu que jornalistas sejam tratados como alvo da investigação

O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta sexta-feira (21) que a Polícia Federal (PF) investigue possíveis vazamentos de informações sigilosas relacionados aos inquéritos que envolvem Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha.
A decisão foi motivada pela divulgação de mensagens privadas e detalhes de investigações sobre suspeitas de tráfico de influência atribuídas ao filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Também deverão ser apuradas informações relacionadas à Operação Sem Desconto, que investiga fraudes contra aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).
Mendonça ressaltou que jornalistas e responsáveis pela publicação das reportagens não devem ser tratados como alvos. “A investigação que já se encontra em curso não deve ter como foco, em hipótese alguma, os autores ou quaisquer responsáveis pela veiculação das notícias jornalísticas”, afirmou.
O ministro destacou a proteção constitucional à liberdade de imprensa e ao sigilo da fonte. Segundo ele, os jornalistas tiveram acesso indireto a dados que estavam sob sigilo. Por isso, a PF deverá identificar a origem das informações e quem tinha o dever funcional de preservá-las.
No início de agosto, a defesa da lobista Roberta Luchsinger pediu investigação sobre o possível vazamento de conversas mantidas com Lulinha. O caso foi encaminhado à Procuradoria-Geral da República (PGR) e à PF.
Atualmente, há três inquéritos no STF envolvendo Lulinha. Dois são relatados por Mendonça e um, por Flávio Dino.
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