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Zema descarta ser vice de Flávio Bolsonaro e insiste em candidatura própria ao Planalto pelo Novo

Ex-governador de Minas nega articulação com PL, afirma que não recebeu convite e diz que união da direita ficará para o segundo turno

Romeu Zema Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
Romeu Zema Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

O ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), afirmou que não tem interesse em integrar como vice a possível chapa presidencial do senador Flávio Bolsonaro (PL). A declaração foi dada após a imprensa noticiar que seu nome, ao lado do de Tereza Cristina (PP), estaria sendo avaliado pela cúpula do PL para compor a candidatura presidencial do campo conservador.

Em contato com o portal Metrópoles, Zema, hoje pré-candidato ao Palácio do Planalto pelo Novo, disse respeitar os demais nomes da direita, mas deixou claro que pretende levar sua própria candidatura “até o final”.
“Essa ideia de compor com outra chapa é algo que está mais nos jornais do que na vida real. Não recebi nenhum convite. Nem tenho interesse”, afirmou.

Segundo o ex-governador, seu objetivo é seguir o “próprio caminho”, reforçando a imagem de gestor vindo da iniciativa privada, distante da velha política de conchavos antecipados:
“Sou diferente. Fiz minha vida toda na iniciativa privada e só entrei para a política porque estava inconformado”, acrescentou.

Ainda assim, Zema sinalizou que a divisão no primeiro turno não significa rompimento dentro do campo conservador. Ele ressaltou que, em eventual segundo turno contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), a direita deverá se unir em torno de um único nome para enfrentar o projeto petista. A fala mantém a porta aberta para uma composição futura, mas afasta, ao menos por agora, qualquer possibilidade de Zema entrar como vice na chapa de Flávio Bolsonaro.