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Flávio Bolsonaro reafirma acordo por pesquisa e garante permanência de Capitão Contar no PL

Senador promete alinhamento com Jair Bolsonaro e tenta pacificar disputa ao Senado em Mato Grosso do Sul

Jair Bolsonaro entregando a medalha "3i" ao ex-deputado estadual Capitão Contar - Foto: Redes Sociais
Jair Bolsonaro entregando a medalha “3i” ao ex-deputado estadual Capitão Contar – Foto: Redes Sociais

O pré-candidato do PL à Presidência da República, Flávio Bolsonaro, se comprometeu com lideranças de Mato Grosso do Sul a cumprir o acordo que prevê a escolha dos candidatos ao Senado no Estado com base em pesquisa. A sinalização foi feita ao presidente estadual do PL, Reinaldo Azambuja, e ao governador Eduardo Riedel (PP), com a garantia de que ele irá conversar pessoalmente com Jair Bolsonaro para manter o combinado.

Flávio precisou entrar em campo depois que Michelle Bolsonaro divulgou um bilhete assinado por Jair Bolsonaro indicando o deputado federal Marcos Pollon (PL) como seu escolhido para a vaga ao Senado por Mato Grosso do Sul. O gesto pegou de surpresa tanto a direção estadual quanto a cúpula nacional do partido, que trabalhavam com o entendimento de que os nomes de Capitão Contar e Reinaldo já estavam consolidados, justamente com base nas pesquisas realizadas até agora.

Com a promessa das lideranças nacionais de que o critério técnico – a pesquisa – será respeitado, Capitão Contar decidiu permanecer no PL, confiando que a sigla lhe garantirá condições reais de disputa. Ele ainda teria até 4 de abril, prazo final de filiação partidária, para sair e buscar espaço em outra legenda, caminho que acabou sendo adotado por João Henrique Catan, que se desligou do PL e se filiou ao Novo para seguir alinhado ao governo estadual.

O movimento de Flávio Bolsonaro, portanto, não é apenas um gesto de boa vontade com o diretório sul-mato-grossense: é um teste importante da capacidade do PL de se organizar internamente, equilibrar a liderança nacional de Jair Bolsonaro com os acordos regionais e mostrar maturidade política em um Estado estratégico, onde a parceria com o governo de Eduardo Riedel e o protagonismo da direita podem fazer a diferença nas urnas.