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Valdemar dá a Reinaldo poder de veto, e pesquisa deve confirmar Contar como nome do PL ao Senado em MS

Levantamento nacional bancado pelo partido tende a encerrar sonho de Pollon; única vaga certa desde o início é a de Reinaldo

Reinaldo Azambuja, Marcos Pollon e Capitão Contar - Foto: Montagem Correio do Pantanal
Reinaldo Azambuja, Marcos Pollon e Capitão Contar – Foto: Montagem Correio do Pantanal

O diretório nacional do PL, presidido por Valdemar da Costa Neto, autorizou o comando estadual, nas mãos de Reinaldo Azambuja, a encomendar uma pesquisa nacional que vai sacramentar quem fica com a segunda vaga do partido ao Senado por Mato Grosso do Sul: Capitão Contar ou Marcos Pollon. Na prática, um dos dois será rifado — e a expectativa hoje, entre dirigentes do PL, é que o levantamento apenas confirme Contar como o indicado.

A pesquisa deve ser feita por um instituto de alcance nacional, possivelmente a Quaest, incluindo dados qualitativos (potencial eleitoral, rejeição, aderência ao eleitorado de direita) e quantitativos (lembrança e intenção de voto). Ainda não há data para a divulgação, nem para o momento em que Pollon deverá ser comunicado de que “o sonho acabou” e que só Contar seguirá no jogo.

Reinaldo é o único nome garantido desde o início. Antes de se filiar ao PL, ele acertou diretamente com a cúpula que teria uma das vagas ao Senado, enquanto Eduardo Riedel (PP) seria o candidato ao governo com apoio do partido. A segunda vaga ficaria em aberto para ser definida mais adiante — justamente pelo critério de pesquisa que agora será aplicado.

O desenho foi endossado por Flávio Bolsonaro, pré-candidato à Presidência pelo PL, em visita recente a Campo Grande. Ele declarou que Reinaldo já estava confirmado, que o PL apoiaria Riedel e que o segundo nome ao Senado sairia de pesquisas – cenário que hoje favorece Capitão Contar, mais conhecido do eleitor sul-mato-grossense e lembrado pela votação expressiva em 2022.

Essa engenharia partidária esvazia, na prática, o bilhete divulgado por Michelle Bolsonaro em fevereiro, escrito por Jair Bolsonaro na “papudinha”, em que Pollon era citado como um de seus candidatos em Mato Grosso do Sul. Mesmo alardeando ser o “único pré-candidato ao Senado escolhido por Bolsonaro”, Pollon vê agora o eixo real de decisão migrar para a planilha de pesquisas controlada por Reinaldo e chancelada por Valdemar e Flávio.

Contar, por outro lado, chegou ao PL com assinatura direta de Valdemar, que, à época, citou publicamente seu nome ao lado de Reinaldo como os dois escolhidos para a disputa. Com o aval nacional para a nova pesquisa e o favoritismo interno a seu nome, o movimento atual tende a apenas colocar no papel aquilo que a cúpula do partido já admite nos bastidores: a chapa ao Senado em 2026 deve ser Reinaldo Azambuja e Capitão Contar, deixando Marcos Pollon fora da corrida.