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Patrimônio declarado de candidatos de esquerda dispara até 870% antes das eleições de 2026, aponta levantamento

Dados do TSE mostram forte crescimento nos bens informados por petistas e psolistas à Justiça Eleitoral

Foto: IA
Foto: IA

Declarações de patrimônio de candidatos de esquerda nas eleições de 2026 revelam aumentos expressivos nos valores informados à Justiça Eleitoral. Levantamento do Pleno.News, com base no sistema DivulgaCand, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), identificou casos de crescimento superior a 800% em comparação com declarações anteriores.

O maior salto é do deputado federal Paulo Pimenta (PT-RS), candidato ao Senado. Seus bens passaram de R$ 192,8 mil, em 2022, para R$ 1,87 milhão, neste ano — alta de 870%.

Também chama atenção o patrimônio do senador Jaques Wagner (PT-BA), que subiu de R$ 3,3 milhões, em 2018, para R$ 24 milhões, crescimento aproximado de 631%. Na Bahia, o ex-ministro Rui Costa (PT) declarou R$ 1,264 milhão, contra R$ 674 mil em 2018, aumento de 87%.

Entre os nomes do PSOL, Manuela D’Ávila informou patrimônio de R$ 1,376 milhão em 2026, ante R$ 455 mil em 2020, alta de 202%. O deputado Chico Alencar (PSOL-RJ) passou de R$ 192 mil para R$ 961 mil desde 2022, aumento de 400%.

Outros casos incluem Décio Lima (PT-SC), com alta de 113%; Rogério Correia (PT-MG), 53%; e Rui Falcão (PT-SP), 48,5%. Pedro Rousseff (PT-MG) declarou R$ 78,6 mil, embora não tivesse informado bens em 2024.

A evolução patrimonial, por si só, não comprova irregularidades, mas reforça a necessidade de transparência e fiscalização rigorosa sobre a origem dos recursos declarados por candidatos de todos os partidos.