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Governo prevê salário mínimo de R$ 1.741 no orçamento de 2027

Valor foi anunciado pelo Ministério da Fazenda e representa aumento de R$ 24 em relação à estimativa anterior

Lula e Dario Durigan Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
Lula e Dario Durigan Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

O governo federal prevê um salário mínimo de R$ 1.741 em 2027, segundo anúncio feito nesta segunda-feira (24) pelo ministro da Fazenda, Dario Durigan. O valor deverá constar no Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA), que precisa ser encaminhado ao Congresso Nacional até 31 de agosto.

Durigan afirmou que o reajuste seguirá a legislação vigente e também será aplicado aos benefícios previdenciários e sociais vinculados ao piso nacional. O ministro negou que o governo esteja discutindo, neste momento, a desvinculação desses pagamentos do salário mínimo.

“Esse reajuste do mínimo também vale para os benefícios previdenciários e para os benefícios sociais, diferente do que está, nesse momento, se desinformando nas redes sociais”, afirmou.

O ministro participou, no fim da tarde desta segunda-feira, de uma reunião da Junta de Execução Orçamentária (JEO) com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O encontro tratou das diretrizes do orçamento de 2027.

Aumento de R$ 24

A nova previsão representa um acréscimo de R$ 24 em relação à estimativa anterior, que apontava um salário mínimo de R$ 1.717.

O cálculo considera uma projeção de inflação de 4,93%, elaborada pela Secretaria de Política Econômica. A estimativa teria sido influenciada por possíveis impactos do fenômeno El Niño sobre os preços dos alimentos.

A política atual de valorização do salário mínimo considera a inflação acumulada e a variação do Produto Interno Bruto (PIB) de dois anos antes. O crescimento real das despesas, porém, está limitado a 2,5% pelo arcabouço fiscal.

Debate sobre benefícios

Mais cedo, o jornal Valor Econômico informou que integrantes da equipe econômica defendem a discussão de uma possível diferenciação entre o reajuste do salário mínimo dos trabalhadores da ativa e a correção dos benefícios previdenciários e assistenciais vinculados ao piso.

Técnicos do governo teriam realizado simulações sobre diferentes cenários. Até o momento, não há decisão sobre a mudança. Qualquer alteração dependeria de aprovação do presidente Lula, caso seja reeleito.

Durante a declaração, Durigan reforçou que a proposta oficial para 2027 mantém a vinculação entre o salário mínimo e os benefícios previdenciários e sociais.

Despesas obrigatórias

O ministro também afirmou que o governo projeta um crescimento das despesas obrigatórias inferior ao aumento geral do orçamento no próximo ano.

Segundo Durigan, as medidas adotadas pela equipe econômica buscam dar maior racionalidade às contas públicas e permitir que o orçamento cresça dentro das regras do arcabouço fiscal.

“Todas as definições foram tomadas e tenho muito orgulho de poder apresentar um orçamento para o Congresso, junto com o presidente Lula, que é muito diferente do orçamento que a gente recebeu”, declarou.