Evento na Avenida Paulista reduz estrutura após queda de 60% na arrecadação e retração de grandes empresas

A Parada LGBTQIA+ de São Paulo deste ano contou com apenas quatro patrocinadores: Amstel, Grupo L’Oréal no Brasil, Amstel Vibes e Philip Morris Brasil. A 30ª edição, realizada neste domingo (7) na Avenida Paulista, teve menos apoio privado e estrutura mais enxuta, sinalizando o desgaste de um evento antes tratado como vitrine obrigatória por grandes corporações.
Em 2025, a lista pública de patrocinadores e apoiadores reunia 11 empresas. Além das marcas que permaneceram, também figuravam nomes como Sephora, Smirnoff, Team, Zurich, Sympla, Pinterest e Accor. A retirada de parte dessas empresas impactou diretamente a arrecadação da organização.
Semanas antes do desfile, a Associação da Parada do Orgulho LGBT (APOLGBT-SP), responsável pelo evento, divulgou ter perdido cerca de 60% dos patrocinadores. Segundo a entidade, a saída de grandes marcas provocou queda de 60% na receita destinada à festa, o que se refletiu na dimensão da estrutura montada.
A Parada deste ano contou com 14 trios elétricos, seis a menos que os 20 utilizados na edição de 2025, o que reforça a retração do evento. Os dados de público também confirmam a tendência de queda. De acordo com o Monitor do Debate Político da USP (Cebrap/USP), em parceria com a ONG More in Common, o pico em 2024 foi de 73,6 mil pessoas. Em 2025, o número caiu para 48,7 mil e, neste ano, a estimativa foi de apenas 36,8 mil participantes na Avenida Paulista. A combinação de menos dinheiro, menos empresas e menos gente expõe o enfraquecimento do apelo da Parada junto ao público e ao mercado.





