Possível reimposição de medidas da Lei Magnitsky estaria relacionada a decisões do ministro em investigações envolvendo jornalista maranhense

O governo dos Estados Unidos voltou a discutir a possibilidade de aplicar novas sanções contra o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), segundo informações publicadas neste domingo (16) pelo jornal britânico Financial Times.
De acordo com uma fonte ouvida pelo periódico, a “reimposição de medidas Magnitsky está em análise”. A discussão teria sido retomada após decisões de Moraes relacionadas a operações contra o jornalista maranhense Luis Pablo Conceição Almeida e, mais recentemente, contra o ex-secretário de Estado Raimundo Cutrim.
As medidas ocorreram após reportagens de Luis Pablo sobre um suposto uso irregular de carros oficiais pelo ministro Flávio Dino e por familiares dele no Maranhão. Moraes sustenta que as informações divulgadas pelo jornalista teriam sido obtidas e publicadas de maneira ilegal. A alegação é contestada.
Em julho de 2025, os Estados Unidos já haviam aplicado sanções contra Moraes com base na Lei Global Magnitsky, instrumento utilizado pelo país contra pessoas acusadas de violações graves de direitos humanos ou de envolvimento em corrupção.
Na ocasião, o governo norte-americano citou a atuação do ministro em processos que resultaram na condenação e na prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro, acusado de tentativa de golpe de Estado após a derrota nas eleições de 2022.
Até o momento, não havia confirmação oficial sobre uma eventual decisão definitiva do governo dos Estados Unidos a respeito de novas medidas.





