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Em meio a prejuízo bilionário, Casas Bahia pede recuperação judicial em São Paulo

Empresa atribui crise a juros elevados, restrição de crédito e fechamento de 298 lojas no processo de reestruturação

Foto: ALOISIO MAURICIO/FOTOARENA/FOTOARENA/ESTADÃO CONTEÚDO
Foto: ALOISIO MAURICIO/FOTOARENA/FOTOARENA/ESTADÃO CONTEÚDO

O Grupo Casas Bahia informou neste domingo (16) que entrou com pedido de recuperação judicial no Juízo de Falências e Recuperações Judiciais do Foro Central Cível de São Paulo. A medida foi aprovada pelo conselho de administração e pelo acionista controlador e também inclui determinadas subsidiárias.

Segundo fato relevante enviado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), a decisão ocorre após a deterioração das condições econômico-financeiras da companhia. Entre os fatores citados estão as taxas de juros elevadas, a restrição de crédito, o aumento das despesas financeiras e a pressão sobre o consumo e o capital de giro.

A empresa afirmou que a recuperação judicial é mais uma etapa do processo de reestruturação e tem como objetivo preservar as operações e organizar o pagamento das obrigações.

A Casas Bahia declarou que pretende manter o funcionamento de seus canais de venda durante o processo, sem interrupções relevantes no atendimento aos clientes.

Também fazem parte do pedido empresas ligadas à logística, ao comércio eletrônico, à tecnologia e à fabricação de móveis, como ASAP Log, Cnova Comércio Eletrônico, Casas Bahia Tecnologia e Indústria de Móveis Bartira.

O conselho ainda convocará uma Assembleia Geral Extraordinária (AGE) para analisar e ratificar a decisão, tomada em caráter de urgência.

No mesmo dia, a companhia divulgou o balanço do segundo trimestre de 2026, com prejuízo superior a R$ 10 bilhões. O resultado foi impactado pelo plano de redimensionamento da operação, que incluiu o fechamento de 298 lojas.