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Flávio Bolsonaro promete reduzir encargo da conta de luz e aposta em biocombustíveis para baratear energia

Plano de governo prevê corte gradual da CDE, manutenção da tarifa social e ampliação da produção nacional de gás e fertilizantes

Foto: reprodução/Instagram (@flaviobolsonaro)
Foto: reprodução/Instagram (@flaviobolsonaro)

O plano de governo de Flávio Bolsonaro (PL) prevê a redução gradual da Conta de Desenvolvimento Energético (CDE), encargo incluído na conta de luz de praticamente todos os consumidores brasileiros. A proposta também contempla a revisão das fontes incentivadas, mas afirma que a tarifa social será mantida para proteger as famílias de baixa renda.

O documento estabelece ainda a meta de transformar o Brasil em uma “potência de biocombustíveis”, com estímulo à produção de etanol, biodiesel, HVO, SAF e biogás. A estratégia inclui a aplicação da Lei do Combustível do Futuro e linhas especiais de financiamento para empresas que convertem resíduos em energia.

“Vamos fortalecer e ampliar o Programa Renovabio para o exterior, permitindo que o Brasil venda créditos de carbono ao mundo. Energia barata é conta de luz menor no fim do mês e fábrica que gera emprego em vez de fechar as portas”, afirmou Flávio.

O plano também defende a continuidade da Nova Lei do Gás, sancionada durante o governo de Jair Bolsonaro, com o argumento de ampliar a concorrência e reduzir preços.

“Quebrou o monopólio, abriu o setor à concorrência e criou as condições para o preço do gás cair. Vamos dar continuidade a esse caminho”, disse.

Outra prioridade seria ampliar o escoamento do gás do pré-sal, reduzir a dependência de importações e integrar estados à malha de transporte. O programa também propõe o uso de modais mais baratos para levar combustíveis ao Centro-Oeste e o incentivo à produção nacional de fertilizantes.