Deputado do PL atribui decisão a erro técnico, mas reação nas redes aumenta a pressão sobre o parlamentar

O deputado federal Marcos Pollon (PL-MS) foi o único representante de Mato Grosso do Sul a votar contra o PLP 114/2026, aprovado pela Câmara com 318 votos favoráveis, 113 contrários e uma abstenção. A proposta autoriza a redução de tributos federais sobre gasolina, diesel, biodiesel, etanol e querosene de aviação, além de criar medidas de apoio ao agronegócio, ao setor sucroenergético e à produção de fertilizantes.
O voto chama atenção porque Pollon passou praticamente todo o mandato afirmando ser defensor da redução de impostos e chegou a classificar a alta carga tributária como “roubo”. Agora, na véspera de um novo ciclo eleitoral, o parlamentar acabou votando justamente contra uma medida que pode aliviar o custo dos combustíveis e reduzir despesas de consumidores, produtores e transportadores.
Após a repercussão negativa, Pollon afirmou que houve um erro. Segundo sua assessoria, ele participou da sessão remotamente, votou pelo aplicativo da Câmara e seguiu a orientação do partido e da equipe técnica. O deputado alegou ainda que o texto sofreu alterações durante a votação e que a versão final não estava disponível no momento do registro.
Depois de analisar a redação definitiva, Pollon declarou que seu voto “deveria ter sido sim”. A assessoria informou que o pedido de retificação foi encaminhado à Câmara.
A explicação, porém, não impediu críticas de apoiadores e opositores. “Como assim? Ele não sabe nem o que está votando? Ou só pediu retificação porque ficou muito feio para ele em pleno ano eleitoral?”, questionou uma seguidora.





