Categoria quer regras mais rígidas para o piso mínimo e ameaça ampliar protestos se medida perder a validade

Caminhoneiros deram início, nesta segunda-feira (13), a uma paralisação em portos e bases de distribuição, em protesto pela demora do Senado Federal em votar a Medida Provisória do Frete, que precisa ser analisada até quinta-feira (16) para não perder a validade. O movimento foi convocado pela Associação Brasileira dos Condutores de Veículos Automotores (Abrava), que reivindica a inclusão urgente da MP na pauta.
O presidente da entidade, Wallace Landim, o Chorão, afirmou em vídeo nas redes sociais que a categoria buscou, nas últimas semanas, abrir diálogo com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), para garantir a votação, mas não obteve retorno. A orientação da Abrava é que os caminhoneiros suspendam as viagens a partir da madrugada desta segunda e acompanhem a tramitação até terça-feira (14), apostando na pressão de base para destravar o tema.
Até agora, porém, o impacto é limitado. A Polícia Militar de São Paulo informou não haver registro de bloqueios ou reflexos no trânsito. Em Santos (SP), cerca de 70 manifestantes se reuniram na Rua Augusta Scaraboto, em ato pacífico, sem interrupção da circulação de veículos.
A MP do Frete foi aprovada pela Câmara dos Deputados em 17 de junho e aguarda análise dos senadores. O texto torna mais rígidas as regras para empresas que contratam transporte rodoviário de cargas, exigindo o cumprimento do piso mínimo do frete, o registro das viagens e a emissão do Código Identificador da Operação de Transporte (CIOT). Em caso de descumprimento, estão previstas multas de R$ 1 milhão a R$ 10 milhões.
Na prática, os caminhoneiros cobram que o Senado cumpra seu papel e não deixe caducar uma medida que tenta corrigir distorções históricas no setor, frequentemente ignorado pelos governos de esquerda enquanto se privilegiam interesses de grandes grupos econômicos e pautas ideológicas distantes da realidade das estradas.





