Candidato do Missão questionou índices educacionais e defendeu integração entre ensino e mercado de trabalho

O candidato à Presidência da República Renan Santos (Missão) criticou a política educacional do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Durante um discurso, Renan classificou a gestão petista como parte de um suposto “projeto de destruição nacional” e defendeu mudanças na educação básica e no ensino técnico.
Segundo o candidato, o Brasil precisa formar sua própria mão de obra e preparar os jovens para o primeiro emprego, o empreendedorismo e as demandas do mercado.
“Um governo sério tem que entender que, se não formar a própria mão de obra capaz, gente que saia do colegial, de um ensino técnico, apta a ir para o primeiro emprego, gente que tenha aula de empreendedorismo para que possa abrir sua primeira empresa, nós não vamos sair do buraco em que estamos agora”, declarou.
Críticas aos índices educacionais
Renan afirmou que a situação da educação brasileira é “desesperadora” e contestou o slogan “Pátria Educadora”, utilizado durante o governo da ex-presidente Dilma Rousseff (PT).
“Todos os testes internacionais mostraram que não é nada disso. A gente tem a ‘pátria do analfabetismo funcional’”, afirmou o candidato.
Renan também relacionou os baixos índices educacionais ao desempenho eleitoral do PT em diferentes regiões do país. Segundo ele, os estados com maiores taxas de analfabetismo e pior desempenho escolar seriam, em sua maioria, governados ou elegeriam representantes ligados ao partido.
A declaração, contudo, não foi acompanhada, no discurso, da apresentação de dados específicos ou da indicação de estudos que sustentem a relação mencionada.
Promessa de crescimento nacional
Além das críticas ao governo federal, o candidato afirmou que pretende integrar educação e trabalho como parte de um projeto de transformação do país.
“Há um projeto de destruição nacional sendo gestado há décadas e a gente não pode fingir que isso não é um problema”, declarou.
Renan defendeu uma política educacional voltada à qualificação profissional e ao desenvolvimento econômico. Também afirmou que, caso seja eleito, pretende colocar o Brasil entre as cinco maiores nações do mundo.
“O futuro é glorioso, mas a gente vai ter que estudar bastante para chegar até lá”, concluiu.





