Pesquisar

TSE descarta hackeamento e diz que representante do Missão registrou filiação de Flávio Bolsonaro no sistema eleitoral

Partido afirma ter identificado uma tentativa fraudulenta e promete enviar dados à Polícia Federal e à Corte

Foto: Carlos Moura/Agência Senado
Foto: Carlos Moura/Agência Senado

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) descartou nesta quinta-feira (13) a hipótese de invasão aos sistemas da Justiça Eleitoral no episódio que registrou o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) como filiado ao Missão. Segundo a Corte, a alteração foi feita por um representante da legenda presidida por Renan Santos, também candidato à Presidência.

“– O TSE informa que não houve hackeamento do sistema e, sim, o cadastro da filiação por parte de um representante do Missão – disse o tribunal.”

A mudança retirou Flávio temporariamente do quadro de filiados do PL e impediu o registro de sua candidatura presidencial na data prevista pela campanha. O prazo termina neste sábado (15), às 19h.

A equipe do senador havia levantado a possibilidade de invasão e avaliava pedir investigação da Polícia Federal. A filiação ao Missão e a saída do PL foram registradas na quarta-feira (12).

Em nota, o Missão afirmou ter sido alvo de uma “tentativa de filiação fraudulenta” envolvendo Flávio. O partido declarou que identificou a irregularidade, tentou cancelar o registro no mesmo dia, mas teve o pedido rejeitado pelo TSE.

A legenda também disse que avisou o gabinete do senador em 2 de agosto. Segundo o partido, os e-mails foram abertos, mas não respondidos. O Missão pretende encaminhar à PF e ao TSE logs, mensagens e endereços de IP para identificar os responsáveis.

“– Não é do interesse do partido acolher em seus quadros um parlamentar que, para além do desalinhamento ideológico, figura em acusações e suspeitas de envolvimento em esquemas de corrupção – afirmou o Missão.”

Flávio teve a filiação ao PL restabelecida por decisão do presidente do TSE, ministro Nunes Marques.

TSE, Flávio Bolsonaro, PL, Missão, Justiça Eleitoral, eleições 2026, filiação partidária, Renan Santos, Nunes Marques, Tribunal Superior Eleitoral, Polícia Federal, candidatura presidencial, sistema eleitoral, política brasileira, Jair Bolsonaro, fraude eleitoral, partidos políticos, Congresso Nacional, direita, Brasil