Taxa básica cai 0,25 ponto percentual, para 14% ao ano, enquanto expectativas para 2026 e 2027 seguem pressionadas

O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central reduziu a taxa Selic em 0,25 ponto percentual nesta quarta-feira (5), para 14% ao ano. Este é o quarto corte consecutivo promovido pelo colegiado em 2026.
Apesar da redução, a decisão mantém um alerta importante: a inflação continua acima do limite superior da meta, enquanto as expectativas para 2026 e 2027 estão em 5% e 4,2%, respectivamente. O cenário mostra que o corte ocorre com cautela, sem espaço para uma política econômica irresponsável que estimule excessivamente o consumo e pressione ainda mais os preços.
O Copom afirmou que a atividade doméstica desacelera gradualmente, mas permanece resiliente, com mercado de trabalho aquecido. No exterior, conflitos no Oriente Médio, instabilidade nos preços do petróleo e incertezas sobre os juros em economias avançadas aumentam a volatilidade.
Entre os riscos de alta estão a desancoragem das expectativas, a inflação persistente dos serviços, a desvalorização do real, problemas climáticos e eventuais estímulos acima da capacidade da economia. No sentido contrário, uma desaceleração mais intensa no Brasil e no mundo, além da queda das commodities, poderia aliviar os preços.
“O Copom decidiu reduzir a taxa básica de juros para 14,00% a.a.”, informou o comitê, destacando que a medida busca aproximar a inflação da meta, suavizar a atividade econômica e promover o emprego. A Selic influencia empréstimos, financiamentos e investimentos no país.





