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Valdemar defende vice de outro partido para Flávio Bolsonaro e busca ampliar frente de direita em 2026

Presidente do PL quer prestigiar aliados como União Brasil, PP e Podemos e esvazia tese de chapa “pura” dentro do partido

Flávio Bolsonaro e Valdemar Costa Neto Foto.: Beto Barata/ PL
Flávio Bolsonaro e Valdemar Costa Neto Foto.: Beto Barata/ PL

O presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, sinalizou nesta segunda-feira (6) que a chapa presidencial de Flávio Bolsonaro deve ter um vice de outro partido, como forma de fortalecer a aliança entre legendas de direita nas eleições de outubro. A ideia é abrir espaço para siglas que hoje se colocam como contraponto ao projeto de poder de Lula e do PT, em vez de fechar a disputa em uma chapa “pura” do PL.

Em entrevista ao programa Poder Expresso, do SBT News, Valdemar explicou que pretende conversar com dirigentes de partidos aliados, como União Brasil, Progressistas (PP) e Podemos, para definir a composição:
“– O normal da política é fazer uma composição, não uma fusão, mas prestigiar partidos que estão apoiando o PL. Estamos fechando isso. Vou procurar o [Antônio] Rueda ainda esta semana. Já falei com o Ciro [Nogueira] hoje por telefone. Vamos conversar com a Renata [Abreu] e com todos, eles podem ter boas contribuições. Precisamos ouvi-los, assim como Marcos Pereira e nossos futuros parceiros. Eles precisam ser prestigiados – afirmou.”

A declaração reduz a chance de o vice sair do próprio PL. Internamente, um dos nomes defendidos por setores da legenda é o da deputada federal Júlia Zanatta (PL-SC), que simbolizaria uma chapa totalmente identificada com o bolsonarismo. Nos bastidores, também são citados para a vaga a ex-presidente da Caixa Econômica Federal Daniela Marques, a senadora Tereza Cristina (PP-MS) e a deputada federal Clarissa Tércio (PP-PE).

Tereza Cristina, porém, não compareceu a um encontro recente entre Flávio e mulheres conservadoras organizado pela pré-campanha. Segundo aliados, ela se incomodou com declarações do influenciador Paulo Figueiredo de que as “mulheres votam mal” e com supostos ataques coordenados nas redes contra a senadora Damares Alves (Republicanos-DF). Esses ruídos internos mostram como o campo conservador precisa de articulação madura para enfrentar o petismo e a máquina federal, e ajudam a explicar a opção de Valdemar por um vice que simbolize unidade entre partidos de direita.