Diplomata afirma que medida mira finanças das facções e descarta qualquer ação militar no Brasil

A porta-voz do Departamento de Estado dos Estados Unidos, Amanda Roberson, afirmou nesta segunda-feira (1º) que o presidente Donald Trump pretende “eliminar” o Comando Vermelho (CV) e o Primeiro Comando da Capital (PCC), facções brasileiras recentemente classificadas por Washington como organizações terroristas estrangeiras. Em entrevista à CNN Brasil, ela ressaltou que Trump “deixou claro desde o início de seu mandato que ele vai utilizar todas as ferramentas à nossa disposição para combater esses grupos criminosos que estão atuando na nossa região e para proteger a segurança dos EUA”.
Segundo Roberson, a inclusão de CV e PCC na lista faz parte de uma estratégia ampla do governo americano. “Esses dois grupos fazem parte de 17 grupos criminosos designados como organizações terroristas estrangeiras. O presidente Trump está atuando para eliminar esses grupos”, declarou.
Questionada sobre o risco de uma intervenção militar em território brasileiro, a diplomata foi categórica ao negar essa possibilidade. Ela destacou que a designação, prevista na lei americana, “não contempla nenhum tipo de ação militar”, mas tem consequências severas no campo financeiro: restrição de vistos para integrantes das facções, bloqueio de bens nos EUA, proibição de transações por pessoas ou empresas sujeitas à jurisdição americana e criminalização de qualquer apoio material consciente a esses grupos.
Amanda também foi indagada se o Pix poderia ser afetado pelas medidas. Ela explicou que a implementação caberá ao Departamento do Tesouro, responsável por análises e investigações sobre transações suspeitas. Entre os efeitos práticos, está a possibilidade de bloqueio de operações ligadas às facções, com o objetivo de “romper as redes financeiras ilícitas que esses grupos usam para financiar as suas operações”, reforçando o cerco internacional ao crime organizado que o governo Lula sempre tratou com ambiguidade política e retórica ideológica.





