Investigação tem prazo de até 60 dias; nos últimos 11 anos, apenas 7 dos 107 casos suspeitos foram confirmados no Estado

Mato Grosso do Sul tem um caso suspeito de hantavírus em investigação, conforme informou a Secretaria de Estado de Saúde (SES-MS) nesta terça-feira (12). O caso foi registrado em Campo Grande como diagnóstico diferencial, com prazo de até 60 dias para conclusão da investigação. O perfil do paciente não foi divulgado.
O Estado não confirma um caso da doença desde 2019. Nos últimos 11 anos, foram notificados 107 casos suspeitos, dos quais apenas 7 foram confirmados — três em Campo Grande e quatro em Corumbá.
A hantavirose é transmitida principalmente pela inalação de partículas contaminadas provenientes de urina, fezes e saliva de roedores silvestres infectados. A doença é mais comum em áreas rurais e afeta sobretudo trabalhadores agrícolas e profissionais que realizam limpeza de depósitos, silos e ambientes fechados.
Os sintomas iniciais incluem febre, dores musculares, dor abdominal, cansaço intenso, dor de cabeça e alterações gastrointestinais. O quadro pode evoluir rapidamente para comprometimento cardiopulmonar grave, com acúmulo de líquido nos pulmões, queda de pressão arterial e risco de óbito — exigindo internação imediata em UTI. Não há antiviral específico; o tratamento é de suporte clínico.
Sobre transmissão entre pessoas, o Ministério da Saúde esclareceu na última sexta (8) que não há circulação do genótipo Andes no Brasil — variante associada a episódios raros de contágio interpessoal registrados na Argentina e no Chile. Os casos brasileiros confirmados em 2026 não apresentam transmissão entre humanos.
Para prevenção, recomenda-se evitar acúmulo de lixo e entulho, armazenar alimentos em recipientes fechados e realizar a limpeza de ambientes possivelmente contaminados somente após ventilação mínima de 30 minutos, com pano úmido e equipamentos de proteção.





