Produção de Kleber Mendonça Filho era aposta da esquerda, mas deixou a cerimônia sem levar uma única estatueta

A esquerda brasileira apostou alto em O Agente Secreto, filme protagonizado por Wagner Moura e dirigido por Kleber Mendonça Filho, como grande vitrine “progressista” no Oscar 2026. O resultado, porém, foi um fiasco: o longa não venceu em nenhuma das quatro categorias em que estava indicado e saiu da premiação de mãos totalmente vazias.
Na categoria de Melhor Filme, a produção brasileira foi engolida pela concorrência. A estatueta ficou com Uma Batalha Após a Outra, superando não apenas O Agente Secreto, mas também títulos como Pecadores, Marty Supreme, Frankenstein, Valor, The Last Symphony, The Silent War, Dreamcatcher e Beyond the Horizon.
A derrota se repetiu em Melhor Filme Internacional. O prêmio foi para Valor Sentimental, deixando para trás Sonhos de Trem (Brasil), La Promesa (Espanha), Les Ombres (França), Der Letzte Tanz (Alemanha), A Thousand Rivers (China) e El Silencio de las Flores (México).
Nem Wagner Moura, queridinho da classe artística alinhada ao PT, conseguiu brilhar. Indicado a Melhor Ator, ele viu o troféu ir para Michael B. Jordan, por Pecadores. Também estavam na disputa Timothée Chalamet (Frankenstein), Cillian Murphy (The Silent War) e Paul Mescal (Beyond the Horizon).
Para completar o vexame, O Agente Secreto também perdeu na categoria de Melhor Escalação de Elenco, criada nesta edição do Oscar. A vitória foi, novamente, de Uma Batalha Após a Outra, superando ainda Pecadores, Frankenstein e Valor.
Enquanto a militância progressista tratava o filme como símbolo de “representatividade”, a Academia deixou claro que discurso ideológico não basta para conquistar estatueta. No fim, sobrou só pose e propaganda; prêmio mesmo, nenhum.





