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Carta de Bolsonaro não deve mudar decisão do PL em MS, que mantém Azambuja e Contar ao Senado

Segundo apuração do Correio do Pantanal, partido sustenta acordo com ex-governador e aposta em Contar, bem à frente de Pollon nas pesquisas

Reinaldo Azambuja, Marcos Pollon e Capitão Contar - Foto: Montagem Correio do Pantanal
Reinaldo Azambuja, Marcos Pollon e Capitão Contar – Foto: Montagem Correio do Pantanal

A Reunião entre Eduardo Riedel (PP), Reinaldo Azambuja (PL), Flávio Bolsonaro e a cúpula do PL serviu para conter a crise, mas, na prática, manteve o acordo político já costurado em Mato Grosso do Sul. Segundo apuração do Correio do Pantanal, a direção partidária segue firme na decisão de trabalhar com Reinaldo Azambuja e Capitão Contar como os dois nomes ao Senado, independentemente da carta de Jair Bolsonaro divulgada por Michelle.

A mensagem publicada pela ex-primeira-dama, apresentando Marcos Pollon como escolha pessoal de Bolsonaro para o Senado em MS, foi recebida internamente como um gesto político sem efeito prático sobre a montagem da chapa. A avaliação no PL é de que Michelle tem feito movimentos próprios, à revelia das tratativas conduzidas por Valdemar Costa Neto, por Reinaldo e pelo próprio Flávio, que tenta organizar o campo da direita pensando em 2026.

O acordo com Azambuja segue intocado, tanto pela força política do ex-governador quanto pela centralidade dele no palanque de Riedel. Já no outro assento ao Senado, o nome de Capitão Contar continua sendo o preferido pela cúpula do partido. Pesquisas internas às quais o Correio do Pantanal teve acesso mostram Contar com mais de 20 pontos percentuais de vantagem sobre Pollon na disputa pelo Senado, o que reforça a percepção de que a eventual candidatura de Pollon não se sustenta eleitoralmente.

O PL entende que a presença de Pollon na Câmara, assim como a do Nikolas, é mais importante que abrir mão dessa postura mais militante e combativa para ser Senador e Governador, respectivamente. Além disso, é possível que a retirada de Contar do cenário leve a reeleição de Nelsinho Trad, terceiro colocado nas pesquisas.

Na prática, a carta de Bolsonaro é vista como um recado para sua base mais fiel, mas não como definidora dos rumos do partido em Mato Grosso do Sul. Caberá a Flávio administrar o constrangimento, explicar ao pai o cenário real no Estado e, sobretudo, conter iniciativas paralelas de Michelle que possam colidir com a estratégia do PL, de Reinaldo e de Riedel para outubro.