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Carlos Bolsonaro cria expectativa e tensão na direita de MS ao falar em “lista” do pai para 2026

Grupo de Reinaldo aposta em cumprimento de acordo, enquanto bolsonaristas “raiz” temem nova frustração

Vereador Carlos Bolsonaro Foto: PR/Alan Santos
Vereador Carlos Bolsonaro Foto: PR/Alan Santos

Uma simples postagem de Carlos Bolsonaro mexeu com todo o tabuleiro da autointitulada direita em Mato Grosso do Sul, especialmente entre pré-candidatos ao governo e ao Senado que orbitam o PL. Ao relatar o estado de saúde de Jair Bolsonaro, ele afirmou que o ex-presidente, mesmo como “preso político”, está preparando “uma lista de pré-candidatos ao Senado, aos governos estaduais e a outras participações políticas igualmente relevantes”. Bastou isso para acender o alerta geral.

No comando do PL em MS, Reinaldo Azambuja trabalha com a expectativa de que Bolsonaro honre o acordo firmado antes da prisão: apoio à reeleição de Eduardo Riedel (PP), ao próprio Reinaldo para o Senado e a um segundo nome escolhido pelo grupo. Essa ala, mais alinhada ao pragmatismo, aposta em arranjo com o PP e na chancela de Valdemar da Costa Neto.

Do outro lado, bolsonaristas que rejeitaram a entrega do partido a Reinaldo sonham com uma guinada: querem candidaturas de oposição a Riedel e ao ex-governador. Entre os mais esperançosos estão Marcos Pollon e João Henrique, que lançaram pré-candidatura ao governo, e Gianni Nogueira, pré-candidata ao Senado. Fora da lista de prioridades de Reinaldo, o trio ameaça deixar o PL para disputar por outra sigla se for novamente escanteado.

O histórico não anima os “bolsonaristas raiz”: em 2022, Bolsonaro apoiou Riedel contra Capitão Contar; em 2024, desfez pré-candidaturas do PL a prefeituras para entregar a estrutura a Reinaldo. Agora, a disputa se soma à briga nacional com o PP, que cobra o cumprimento de acordos em estados como Santa Catarina e Mato Grosso do Sul.

Enquanto Ciro Nogueira pressiona pelo apoio a Riedel, Pollon diz que espera a palavra final de Jair Bolsonaro, e Catan e Gianni admitem trocar de partido se forem deixados de fora da “lista” prometida. O prazo é curto: a janela partidária se encerra em 4 de abril. Até lá, a direita sul-mato-grossense permanece em compasso de espera — e sob forte risco de racha interno.

Crédito: InvestigaMS