Estado terá 350 concorrentes a deputado estadual e federal, uma redução de 37,27% em relação às eleições de 2022

Mato Grosso do Sul terá menos candidatos aos cargos de deputado estadual e federal nas eleições deste ano. Ao todo, 350 nomes foram registrados para disputar as 24 cadeiras da Assembleia Legislativa e as oito vagas destinadas ao Estado na Câmara dos Deputados.
Em comparação com 2022, quando 558 candidatos concorreram aos mesmos cargos, houve uma redução de 208 candidaturas, o equivalente a 37,27%.
Para deputado estadual, são 228 candidatos, uma média de 9,5 concorrentes por vaga. Já na disputa por deputado federal, foram registrados 122 nomes, o que representa pouco mais de 15 candidatos por cadeira.
Na eleição anterior, 397 candidatos disputaram vagas na Assembleia, com uma média de 16,54 por cadeira. Para a Câmara dos Deputados, foram 161 concorrentes, ou 20,12 por vaga.
Cláusula de barreira
A redução no número de candidaturas é atribuída, entre outros fatores, à chamada cláusula de barreira, mecanismo que restringe o acesso de partidos ao fundo partidário e ao tempo de propaganda eleitoral caso não atinjam determinados resultados nas urnas.
A regra tem contribuído para diminuir o número de legendas e dificultar a atuação de partidos sem representação significativa no Congresso Nacional.
Neste ano, os partidos precisarão eleger pelo menos 13 deputados federais distribuídos em nove estados ou alcançar 2,5% dos votos válidos nacionais para deputado federal, com mínimo de 1,5% em pelo menos nove unidades da Federação.
Após as eleições de 2022, seis partidos que elegeram deputados, mas não atingiram os critérios mínimos, ficaram sem acesso ao fundo partidário e ao tempo de propaganda: PSC, Patriota, Solidariedade, Pros, Novo e PTB.
Outras nove siglas não elegeram deputados federais e também ficaram sem esses recursos: PCB, PCO, PMB, PRTB, PSTU, UP, Agir, DC e PMN.




