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Ciclone-bomba se afasta, mas ainda pode causar estragos com ventos de mais de 60 km/h em MS

Ventos fortes e granizo derrubaram árvores, estragaram plantações e destelharam casas no sul de Mato Grosso do Sul

Foto:Pietra Dorneles, Jornal Midiamax
Foto:Pietra Dorneles, Jornal Midiamax

Ciclone-bomba se afasta, mas mantém chuva, granizo e ventos fortes em Mato Grosso do Sul nesta sexta-feira

Frente fria provocou destelhamentos e danos em plantações, mas instabilidades devem diminuir a partir do fim de semana

O ciclone-bomba que intensificou a frente fria sobre Mato Grosso do Sul começa a se afastar do continente nesta sexta-feira (7), mas ainda favorece chuva, raios, granizo e rajadas superiores a 60 km/h. O sul do Estado concentra os maiores riscos, embora outras regiões também tenham registrado estragos.

Em Antônio João, ventos fortes e pedras de gelo derrubaram árvores e danificaram residências. O distrito de Pana, em Nova Alvorada do Sul, também teve telhados e plantações atingidos. Segundo o Inmet, foram registrados 81 milímetros de chuva em Aral Moreira, 56,8 mm em Itaquiraí e 50,2 mm em Laguna Carapã. As rajadas chegaram a 68 km/h em Laguna Carapã.

O Cemtec prevê acumulados superiores a 30 mm nesta sexta-feira. O Inmet mantém alerta para tempo severo no sul do Estado, enquanto o Climatempo aponta risco de granizo no extremo sul e sudeste. As chuvas podem aumentar à noite na região central, incluindo Campo Grande.

No sábado (8), as instabilidades diminuem, mas ainda podem ocorrer pancadas no sul e vendaval em todo o Estado. Entre sábado e segunda-feira (10), o tempo fica mais firme na maior parte de MS, com máximas de até 38°C e baixa umidade. A partir de domingo (9), as temperaturas entram em queda, com mínimas abaixo de 12°C.

O fenômeno é uma ciclogênese explosiva, caracterizada pela rápida queda da pressão atmosférica e pelo fortalecimento do ciclone. Sobre os impactos, a Defesa Civil Estadual informou: “Os dados solicitados podem ser obtidos com a Defesa Civil dos municípios”.