Reestruturação atinge quase 29% da rede física e ocorre em meio ao endividamento das famílias e às dificuldades financeiras

A Casas Bahia iniciou uma ampla reestruturação e decidiu fechar 298 lojas no Brasil, segundo informações apuradas pelo Valor Econômico. O número representa cerca de 28,7% das pouco mais de mil unidades mantidas pela empresa até março.
As medidas incluem ainda a demissão de aproximadamente 1,9 mil funcionários. Cerca de 600 desligamentos ocorreram na quinta-feira (13), enquanto outros 1,3 mil a 1,4 mil estavam previstos para a sexta-feira (14). Uma fonte citada pelo jornal estima que o total possa chegar a 3 mil trabalhadores.
O corte faz parte de um plano para reduzir despesas após uma sequência de prejuízos bilionários. A empresa enfrenta queda no poder de compra das famílias, elevado endividamento e despesas financeiras pressionadas pelos juros.
Em 2024, a Casas Bahia entrou em recuperação extrajudicial devido a desequilíbrios na estrutura de capital. Embora tenha negociado a dívida com bancos e convertido debêntures em ações, a companhia continua apresentando perdas. No primeiro trimestre, o prejuízo chegou a quase R$ 1,1 bilhão. Em 2025, a perda acumulada foi de aproximadamente R$ 3 bilhões.
A varejista também adiou a divulgação do balanço do segundo trimestre, inicialmente prevista para quarta-feira (12), para sexta-feira (14). A teleconferência com analistas foi marcada para o dia 17.
Apesar da crise nas lojas físicas, a receita bruta consolidada cresceu 6,4% no primeiro trimestre, alcançando R$ 8,8 bilhões, impulsionada pelas vendas digitais. A empresa ainda não havia se manifestado oficialmente sobre os fechamentos.




