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Gilmar Mendes diz que senador terá dificuldades para levar impeachment de ministro adiante

Ministro do STF classificou como “equívoco” a defesa do afastamento de integrantes da Corte por candidatos de direita

Foto: Gustavo Moreno/STF
Foto: Gustavo Moreno/STF

O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), afirmou nesta quarta-feira (19) que considera um “equívoco” a defesa do impeachment de integrantes da Corte feita por candidatos de direita ao Senado.

Segundo o decano do STF, mesmo que um candidato eleito tenha essa proposta como uma de suas principais bandeiras, encontrará dificuldades para colocá-la em prática devido ao cenário institucional.

“Entre o pensamento e a ação, o pensamento e o gesto, vai uma distância enorme. Certamente, se alguém com essa bandeira se tornar senador, ele terá imensas dificuldades de implementá-la”, declarou.

A afirmação foi feita após a participação de Gilmar Mendes na abertura da 5ª edição do Fórum Saúde, promovido pela farmacêutica EMS em parceria com o think tank Esfera Brasil, em Brasília.

Questionado sobre a possibilidade de impeachment de ministros do STF caso Flávio Bolsonaro (PL-RJ) seja eleito presidente da República, Gilmar afirmou que não pretende trabalhar com esse tipo de cenário neste momento.

Flávio Bolsonaro tem defendido o afastamento de integrantes do Supremo e busca formar uma maioria no Senado para tentar avançar com a proposta a partir de 2027.

Cabe ao Senado Federal processar e julgar ministros do STF por crimes de responsabilidade. Para que um processo seja aberto, são necessários votos de pelo menos 54 dos 81 senadores, conforme o procedimento citado na reportagem.