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CEO da Casas Bahia prevê cenário econômico mais difícil em 2027

Varejista entrou com pedido de recuperação judicial e anunciou o fechamento de 298 lojas

Foto: Wikimedia
Foto: Wikimedia

O presidente-executivo da Casas Bahia, Renato Franklin, afirmou nesta segunda-feira (17) que a empresa trabalha com a perspectiva de um cenário econômico mais difícil em 2027. A declaração ocorreu um dia após a varejista protocolar pedido de recuperação judicial e anunciar o fechamento de 298 unidades.

Durante uma conferência com analistas, Franklin afirmou que a companhia não prevê melhora no ambiente macroeconômico. Segundo ele, a avaliação interna é de que 2027 poderá ser mais desafiador do que 2026.

O executivo explicou que o plano de fechamento das lojas considera uma possível deterioração das condições de crédito. A empresa também passou a adotar critérios mais rigorosos para financiar as compras dos consumidores.

Na avaliação de Franklin, o endividamento deve continuar elevado. Ele afirmou ainda que algumas medidas que sustentaram o consumo neste ano podem gerar compromissos financeiros no futuro e aumentar a pressão sobre o mercado de crédito.

As 298 lojas representam aproximadamente 30% da rede. O CEO disse que os fechamentos foram concentrados em uma única etapa para evitar novas alterações no próximo ano e classificou as unidades desativadas como aquelas que apresentavam pior desempenho operacional.

No comércio digital, a Casas Bahia pretende priorizar a rentabilidade e reduzir vendas consideradas pouco lucrativas. Sobre os marketplaces, Franklin afirmou que essas plataformas ajudam no processo de ajuste da operação digital.

A empresa mantém uma parceria com o Mercado Livre desde o ano passado. Segundo analistas do Citi, o pedido de recuperação judicial tem impacto marginalmente negativo para a plataforma, mas também pode ampliar as condições de negociação com fornecedores.

Na mesma segunda-feira, as Lojas Marabraz informaram que também ingressaram com pedido de recuperação judicial na Justiça de São Paulo. As dívidas da empresa são estimadas em aproximadamente R$ 140 milhões.