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Michelle Bolsonaro recua após vídeos de ataque e anuncia saída do comando do PL Mulher para “não atrapalhar” eleições

Notas nas redes vêm depois de crise criada pela própria ex-primeira-dama em SC, Ceará e MS, que bagunçou o xadrez de Flávio e do PL

Michelle Bolsonaro e Flávio Bolsonaro Fotos: Reprodução Instagram | Vinicius Loures / Câmara dos Deputados
Michelle Bolsonaro e Flávio Bolsonaro Fotos: Reprodução Instagram | Vinicius Loures / Câmara dos Deputados

Depois de lançar dois vídeos-bomba que atingiram em cheio a pré-campanha de Flávio Bolsonaro e atrapalhar articulações quase consolidadas do PL em estados como Santa Catarina, Ceará e Mato Grosso do Sul, Michelle Bolsonaro decidiu recuar e tentar reduzir o estrago que ela mesma provocou nas últimas semanas.

Em nova postagem nas redes sociais, a ex-primeira-dama adotou tom bem mais ameno, afirmando que não quer “atrapalhar as eleições” e sinalizando que vai se afastar do protagonismo político que vinha assumindo dentro do partido. Na prática, é um recuo forçado pela reação da base bolsonarista e pelas cobranças internas de lideranças do PL, incomodadas com a confusão criada por suas falas contra a aliança com Ciro Gomes no Ceará e seus ataques públicos a Flávio e André Fernandes.

Os dois vídeos anteriores, longos e claramente roteirizados, bagunçaram o xadrez eleitoral em vários estados, colocaram em dúvida construções quase fechadas – como a composição ao Senado em MS, SC e CE – e expuseram fissuras familiares e partidárias em praça pública, num momento em que o partido deveria estar focado em enfrentar Lula e o PT, e não em alimentar racha interno.

Agora, Michelle tenta se reposicionar como alguém que “não quer ser problema” para o projeto da direita. O gesto é visto, nos bastidores, como uma espécie de capitulação: depois de testar seus limites de influência e ver a reação negativa de parte expressiva da militância e das lideranças, ela recua para não carregar nas costas o carimbo de responsável por dividir o campo conservador às vésperas de 2026.