Bolsonaristas reagiram em defesa do senador, e pesquisas mostram Flávio em empate técnico com Lula

A equipe de pré-campanha de Flávio Bolsonaro (PL) ao Planalto se diz surpreendida, nos bastidores, com o impacto limitado do vídeo de Michelle Bolsonaro em que ela afirma ter sido “humilhada” pelo enteado. Desde a publicação, em 24 de junho, estrategistas passaram a monitorar minuciosamente redes sociais e pesquisas internas para medir o estrago.
Depois de quase uma semana, o diagnóstico é que o episódio gerou apenas um “ruído”, sem grande dano à imagem do presidenciável do PL. O que chamou atenção foi que boa parte das menções negativas se concentrou na própria Michelle, apelidada por apoiadores de Flávio como “Michelle Firmo”, em referência ao sobrenome de solteira, numa tentativa de desvinculá-la da marca Bolsonaro.
Aliados comemoram o engajamento da base bolsonarista em defesa do senador e a ausência de queda relevante nos indicadores eleitorais. Segundo eles, essa percepção é confirmada tanto pelos trackings internos quanto pela pesquisa BTG/Nexus, divulgada nesta segunda-feira (29/6), que mostra Flávio com 44% das intenções de voto, contra 47% de Lula – um empate técnico dentro da margem de erro de dois pontos percentuais.
O episódio reforça duas leituras: primeiro, que a militância de direita tende a fechar fileiras em torno de quem é visto como sucessor político de Jair Bolsonaro; segundo, que o governo Lula, mesmo com a máquina estatal, ainda não consegue se distanciar confortavelmente de um adversário que cresce apoiado justamente na rejeição às agendas da esquerda.





