Pesquisar

Encontro de Michele com Valdemar reacende aposta em Pollon, mas números e realidade em MS seguem do lado de Azambuja e Capitão Contar

Tentativa de “pacificar” crise criada por Michele não muda fato de que PL já escolheu o caminho pelas pesquisas

Foto: IA
Foto: IA

O grupo ligado a Marcos Pollon (PL) corre para vender esperança em cima do encontro entre Michele Bolsonaro, presidente do PL Mulher, e o dirigente nacional do partido, Valdemar da Costa Neto. Eles tratam a reunião como grande chance de reverter o quadro no Mato Grosso do Sul e tentar arrancar, no grito, uma vaga ao Senado que hoje está claramente desenhada para Reinaldo Azambuja e Capitão Contar.

O encontro foi provocado pelo próprio vídeo de Michele, aquele em que ela atacou a aliança com Ciro Gomes no Ceará e relatou ter sido desrespeitada por Flávio Bolsonaro. O conteúdo – que já criticamos duramente – foi tão desastroso que fez Valdemar interromper viagem aos Estados Unidos para “não perder Michele” politicamente. Agora, a pauta oficial é “pacificar” Michele e Flávio; nos bastidores, o grupo de Pollon tenta transformar essa crise em moeda de troca.

O problema para eles é a realidade:
– a primeira vaga ao Senado em MS é de Reinaldo Azambuja (PL);
– a segunda vaga vem sendo tratada como técnico-política, condicionada a quem estiver melhor nas pesquisas;
– tanto o PL estadual (pesquisas Quest) quanto o PL nacional (Instituto Paraná) apontaram Capitão Contar à frente, com folga.

Essa é, inclusive, a linha que defendemos: candidaturas de Azambuja e Capitão Contar como o caminho mais sólido para o PL em Mato Grosso do Sul. Não é à toa que a maioria das lideranças do partido no Estado já trata Contar como o escolhido, aguardando apenas o anúncio nacional.

Michele ainda tenta usar a carta de fevereiro, quando divulgou a mensagem de Jair Bolsonaro – escrita da prisão – citando Pollon como um dos possíveis nomes ao Senado. Mas promessa antiga não pode se sobrepor ao cenário atual, aos dados de intenção de voto e ao desgaste que ela própria vem criando semana após semana com vídeos mal calculados e ataques públicos a aliados, como Flávio e André Fernandes.

Na prática, o encontro com Valdemar parece mais uma operação de contenção de danos do que uma janela real para virar a mesa em MS. Transformar Pollon em “moeda de paz” num acordo interno só serviria para fragilizar o projeto do PL no Estado, contrariando as pesquisas e sabotando uma chapa competitiva já consolidada com Azambuja e Capitão Contar.