Engenheiro mineiro que ajudou a construir estradas e a história política de MS será velado na Assembleia Legislativa nesta quarta

O ex-governador de Mato Grosso do Sul e ex-prefeito de Campo Grande, Marcelo Miranda Soares, m0rreu no final da manhã desta terça-feira (23), aos 87 anos. Em respeito à sua trajetória pública, o governador Eduardo Riedel (PP) decretou luto oficial de três dias em todo o Estado, por meio de edição extra do Diário Oficial, em vigor a partir de hoje.
Nascido em Uberaba (MG) e formado pela Faculdade de Engenharia do Triângulo Mineiro em 1964, Marcelo Miranda chegou a Mato Grosso do Sul para atuar na construção da barragem de Jupiá, entre Três Lagoas e Castilho (SP). Em seguida, assumiu função no Departamento de Estradas de Rodagem, onde participou da implantação de cerca de 4.500 quilômetros de estradas vicinais, ajudando a integrar o território que se tornaria o novo Estado.
Na década de 1970, ingressou na política a convite de Pedro Pedrossian e Levy Dias. Foi eleito prefeito de Campo Grande em 1976, e em 1979 renunciou ao cargo para assumir, por nomeação, o governo de Mato Grosso do Sul, sucedendo Harry Amorim Costa. Nessa primeira gestão, elevou nove distritos à categoria de município: Bodoquena, Costa Rica, Douradina, Itaquiraí, São Gabriel do Oeste, Selvíria, Sete Quedas, Tacuru e Taquarussu, ampliando o mapa administrativo do Estado.
Em 1982, foi eleito senador da República. Em 1986, voltou ao comando do Executivo estadual em pleito direto, governando entre 1987 e 1990, período marcado por forte turbulência política e econômica, com greves de professores, reajustes salariais e dificuldades para manter a folha de pagamento em dia – um retrato dos desafios enfrentados pelos governos da época.
Seu último cargo público foi o de superintendente do Dnit (Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes) em Mato Grosso do Sul, função que exerceu de 2003 a 2012.
O filho do ex-governador, Paulo Cançado, informou que Marcelo Miranda estava internado há cerca de 20 dias no hospital da Unimed, em Campo Grande, tratando de pneumonia. Ele também tinha problemas cardíacos e renais e, segundo a família, teve falência de órgãos.
O velório será realizado nesta quarta-feira (24), a partir das 8h, no saguão da Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul, em Campo Grande, onde familiares, amigos e autoridades vão se despedir de um dos nomes que ajudaram a construir a infraestrutura e a vida política do Estado.





