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Após derrota no Senado, Lula avalia reindicar Jorge Messias ao STF somente após as eleições de outubro

Governo considera que reeleição colocaria Lula em posição mais favorável para negociar com Alcolumbre; placar foi de 42 contrários e 34 favoráveis

Lula e Jorge Messias, advogado-geral da União Foto: Ricardo Stuckert / PR
Lula e Jorge Messias, advogado-geral da União Foto: Ricardo Stuckert / PR

O presidente Lula confirmou a aliados que pretende indicar novamente Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal, mesmo após a rejeição do nome do advogado-geral da União pelo Senado. O governo avalia o momento mais oportuno para a nova tentativa e considera apresentá-lo somente após as eleições de outubro, apostando que uma eventual reeleição daria ao petista condições mais favoráveis para negociar com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP).

O placar foi contundente: 42 votos contrários e 34 favoráveis. Lula, porém, não aceita a derrota como resultado de uma avaliação técnica sobre Messias. O petista atribuiu a rejeição a um suposto alinhamento entre Alcolumbre, o senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e o ministro Alexandre de Moraes — articulação que, segundo Lula, teria incluído também a derrubada do veto ao PL da Dosimetria no dia seguinte.

Apesar da frustração com as derrotas consecutivas, o presidente descarta retaliações imediatas, como a demissão de indicados de Alcolumbre, e deve agir com cautela nos próximos passos. Uma alternativa cogitada nos bastidores é o envio de Messias ao Ministério da Justiça, atualmente ocupado por Wellington César Lima e Silva.

O episódio expõe o desgaste crescente entre o Planalto e o Legislativo — relação que o próprio governo admite precisar reconstruir antes de qualquer nova ofensiva no Senado.