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Conta de luz sobe 12,11% em Mato Grosso do Sul a partir desta quarta; impacto chega ao bolso em maio

Aneel aprovou reajuste por unanimidade e 1,17 milhão de consumidores da Energisa MS já começam a pagar pela energia mais cara

Funcionário da Energisa fazendo a leitura da conta de luz (Foto: Divulgação/Concen-MS)
Funcionário da Energisa fazendo a leitura da conta de luz (Foto: Divulgação/Concen-MS)

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) aprovou nesta quarta-feira (22), por unanimidade, durante a 8ª Reunião Pública Ordinária, o reajuste tarifário médio de 12,11% para os 1,17 milhão de consumidores atendidos pela Energisa em Mato Grosso do Sul. O aumento já está em vigor, mas a maioria dos sul-mato-grossenses sentirá o impacto na fatura a partir de maio.

“O reajuste começa a valer a partir de hoje, os consumidores na sua grande maioria vão ser impactados a partir de maio. Para quem tem leitura no início de maio, já vai receber. A partir de hoje, a gente já começa a consumir essa energia mais cara”, explicou Rosimeire Costa, presidente do Concen-MS, Conselho de Consumidores da Área de Concessão da Energisa MS.

Para os consumidores de baixa tensão — grupo que inclui residências e pequenos comércios —, o reajuste médio é de 11,98%, com 11,75% para residências e 12,45% para consumidores rurais. Já os de alta tensão enfrentam alta média de 12,39%.

O principal fator de pressão sobre as tarifas, segundo análise do Concen, são os encargos setoriais vinculados à CDE (Conta de Desenvolvimento Energético), mecanismo que financia subsídios como descontos na conta de luz para consumidores de baixa renda.

Vale destacar que o percentual aprovado já é menor do que o inicialmente previsto: em abril, o efeito médio estimado era de 13,22% para alta tensão e 12,93% para baixa tensão. A redução foi possível graças a um pedido de diferimento tarifário de R$ 21 milhões feito pela Energisa, que adiou parte do repasse ao consumidor. O alívio, porém, é temporário: os custos diferidos serão cobrados em reajustes futuros, o que deve pressionar ainda mais as tarifas em 2027.

A Energisa registrou faturamento de R$ 5,684 bilhões em 2024 e acumulou R$ 170,5 bilhões em receita nos 27 anos de concessão no Estado, contrato recentemente prorrogado por mais 30 anos.